A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 03/10/2021

A Constituição Federal garante o direito á liberdade de expressão a todos residentes do país. No entanto, a efetização dessa norma se trata de um cenário distante, uma vez que a extinção de línguas indígenas no Brasil surge como um complexo desafio a ser superado. Com efeito, faz-se oportuno analisar a exploração ilegal das áreas preservadas e a aculturação como agravantes do revés.

É crucial, a princípio entender essa extinção sob a perspectiva de que a exploração ilegal das áreas preservadas é uma forte influente nessa causa. Isso porque tal ato ilícito gera diretamente a destruição dos locais em que os índios vivem. Tal fato pode ser corroborado a partir de dados, como os coletados pelo Inpe que mostram que o aumento do desmatamento de terras indígenas foi de sessenta e quatro porcento no primeiro trimestre de dois mil e vinte comparado ao ano anterior. Dessa forma, enquanto a exploração ilegal se mantiver, a extinção das línguas continuará a afligir o país.

Sob um segundo olhar, deve-se pontuar que a aculturação precisa ser superada. Visto que, devido a esse fenômeno ocorre a mistura de culturas entre os povos indígenas e os não indígenas, fazendo com que os índios assimilem a linguagem dos outros povos, perdendo sua identidade linguística. Mas tal fato não é recente, ocorre desde a época da colonização com a tentativa de catequização dos nativos por meio dos padres.

É preciso, pois, superar a gênese do desaparecimento das línguas nativas. Logo, é preciso que o Governo, por meio do Ministério do Meio Ambiente, busque não só a preservação dos território dos indígenas como também a fiscalização desses territórios. Além disso, o Ministério da Cultura em conjunto com o Ministério da Educação deve implementar, na grade curricular, as línguas nativas para que desde já os jovens tenham  conhecimento das mesmas.