A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 29/07/2022

Na obra “A Cidade do Sol”, do escritor italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as línguas indígenas no Brasil apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Campanella. Diante disso, é válido analisar tanto a carência de administrações voltadas para a preservação cultural quanto a escassez de administrações ao conhecimento primitivo como fatores desse contexto, a fim de revertê-los.

Nessa perspectiva,cabe pontuar a falta de políticas de tombamentos que asseguram a língua indígena como patrimônio cultural. Nesse sentido, de acordo com Hobbes, o Estado deve garantir o bem-estar da população,ou seja, conforto, segurança e tranquilidade. Entretanto, tal direito não é verificado no país devido à baixa ação das autoridades, no que concerne à criação de mecanismos que protejam a língua dos nativos da extinção. Dessa maneira, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

È imperativo ressaltar que nas instituições públicas de educação, por parte dos professores, ocorre pouco ensino no que tange à cultura aborígine. À vista disso, segundo o jornalista irlandês Bernard Shaw, o progresso é impossível sem mudança. Não há como negar, portanto, que para gerar modificações nesse quadro deletério,é preciso que os profissionais da educação resgatem a identidade cultural dos nativos. Dessa forma, assegurarão o conhecimento aboriginário, que por conseguinte, não será esquecido.

Urgem, pois , intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, cabe ao governo, entidade máxima do poder, promover planos federais que protejam e disseminam o ideal indígena. Tal ação deve ser executada por meio do Superministério Da Cidadania, órgão responsável por programas culturais, fazer o tombamento da fala dos índios, com a finalidade de proteger essa herança cultural brasileira. Com tais medidas, espera-se que a utopia do literato seja assimilada.