A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 18/08/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas, declara a todos os indivíduos o direito ao bem -estar social. No entanto, o atual cenário fere essa garantia quando evidencia a extinção de línguas indígenas no Brasil. Nesse sentido, é notável que esse é um problema que persiste sem solução devido ao sileciamneto social e à negligência governamental.
Nessa perspectiva, convém enfatizar o silenciamento social. Em consonância a isso, a escritora brasileira Martha Medeiros discorre em uma de suas obras sobre a ausência de debate social, afirmando que o indivíduo silencia tudo aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo, é nítida a relação da afirmação da autora e o impasse, isso acontece pela idade avançada dos falantes, que não ensinam os jovens e o idioma acaba sendo esquecido e extinto.
Ademais, vale ressaltar a negligência governamental. Segundo o filósofo inglês Jonh Locke, o Estado, enquanto garantidor dos direitos fundamentais, deve assegu-rar uma vida confortável à sociedade. Sendo assim, é perceptível que o poder público não cumpre com o seu papel legislativo. Tal situação acontece pela falta de valorização da cultura indígena, visto que as escolas não trabalham a importância de sermos um país tão diverso, contribuindo para que as línguas acabem desapa-recendo.
Logo, o Ministério da Educação, órgão do Poder Executivo federal brasileiro, deve criar programas que ensinem línguas indígenas para jovens alunos, resgatan-do nas crianças a sensação de pertencimento de ser brasileiro, por meio de investi-mento na educação, com a finalidade de transformar o olhar da população brasi-leira sobre a cultura indígena. Após essas ações, espera-se que haja uma melhora no que tange à problemática, conforme a escritora brasileira Martha Medeiros.