A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 10/11/2022
Platão, na teoria da Cidade Justa, idealizou uma sociedade harmônica e livre de injustiças sociais. Todavia, ao analisar a contemporaneidade, é fato que a extinção das línguas indígenas diverge consideravelmente desse ideal platônico. Com efeito, diversos dialetos indígenas no Brasil estão sendo extintas devido à falta de valorização dos povos indígenas. Logo, de modo a solucionar esse revés, é imprescindível enunciar os aspectos socioculturais e constitucionais que funcionam como pilares da chaga.
Em primeira análise, é evidente citar o fator social. Sob tal perspectiva, conforme o pensador Émile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum. Nesse sentido, a proposta do sociólogo deve ser aplicada quando se observa o desinteresse da população em aprender esse falar, por seu uma tema pouco abordado, poucas pessoas estão aprendendo essa língua, consequentemente, em breve ela acabará desaparecendo . Dessa maneira, é nítido que essa problemática não pode perdurar.
Ademais, a ineficácia de leis auxilia na persistência da atitude. Segundo Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, a legislação é ineficaz, sendo completa na teoria, porém, não se concretizando na prática. Diante tal exposto, a idade avançada dos falantes influencia diretamente na extinção das línguas, pois, não são aptos a ensinarem esse linguarjar e, diante disso, ocorrerá o desaparecimento dela, já que, não há pessoas para ensinarem. Desse modo, é claro que esse revés não pode perdurar.
Portanto, há necessidade de combater esse obstáculo. Para isso, a Fundação Nacional do Índio, por meio de palestras escolares, devem ensinar aos alunos a língua indígena - nessas palestras serão entregues dicionários, com o intuito, do aluno estudar a língua e futuramente ensinar para mais pessoas - a fim de que esse dialeto não se perca. Assim, a visão crítica de Durkheim e a teoria da Cidade Justa de Platão vão poder se concretizar e vir à tona na sociedade.