A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 20/05/2024
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, a afirmação do autor não se concentra diante a extinção de línguas indígenas no Brasil, dado que estas correm um grande risco de desaparecimento na nação. Nesse ponto, nota-se um descaso governamental somado a uma desigualdade racial na adversidade apresentada.
Primeiramente, evidencia-se um descaso governamental como grande promotor do problema. Segundo Thomas Hobbes, ele contexta, ‘‘é dever do Estado garantir os serviços necessários para o bem-estar da população’’. Porém, a citação do sociólogo passa a ser incoerente, visto que a administração do país faz-se ausente com a cultura indígena, por conseguinte, aproximadamente 90% da língua desses povos foram extintas e as restantes estão em situação de vulnerabilidade. Portanto, é inadmissível a continuação desse cenário antagônico.
Ademais, a desigualdade racial se manifesta de forma agravante na conjutura. Consoante o artigo 5º da Constituição Federal de 1988, ‘’todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza.’’ No entanto, a legislação não se efetiva na atualidade, uma vez que os povos nativos obtêm mais contato com outras línguas do que com a própria, como também, lutam cotidianamente pela igualdade da valorização da sua linguagem nativa, para que estas não se desapareçam do seu processo histórico e esses indivíduos consigam ter uma sensação de pertencimento no sistema brasileiro. Logo, faz-se mister a reformulação desse caso de forma urgente.
Sendo assim, é necessária uma intervenção pontual. Desse modo, é dever do Estado garantir a inclusão dos povos e da cultura indígena, juntamente com o poder judiciário, a fim de interpretar melhor as leis de modo que fiscalizem o cumprimento delas. Somente assim, a teoria de More se concretizará.