A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 22/10/2024
Em 1948, a Organização das Nações unidas publicou um documento de marco histórico: A Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo conteúdo certifica os direitos básicos, como a igualdade, inerente a todos. Entretanto, a extinção das línguas dos povos originários impede a valorização desses grupos sociais e o benefício garantido pela ONU no Brasil. Diante disso, destaca-se que a invisibilidade e a omissão estatal corroboram para a vigência do revés.
Primeiramente, é válido ressaltar que o eurocentrismo evidencia a invisibilidade das lutas indígenas. Nesse contexto, Simone Beauvoir - escritora francesa - entendia que as minorias sofrem marginalização extrema e, por conseguinte, não têm suas necessidades reconhecidas. Logo, a ideia de Beauvoir é uma realidade presente no país, haja vista agressões - escravidão, intolerância religiosa, imposição de idioma, invasão de terras- desde a colonização, na qual os europeus eram responsáveis, pois acreditavam na superioridade da cultura europeia e então praticavam danos as divergentes. Tal pensamento eurocêntrico, perdura hodiernamente, uma vez que as línguas dessa minoria estão ameaçadas, e os danos e a perda identitária persistem, no qual gera-se a exclusão social e a destruição das crenças, culturas e tradições locais. Assim, enquanto línguas de grupos sociais forem ameaçadas, o Brasil regredirá como igualitário.
Ademais, a omissão estatal é outro agente claro do impasse. Desse modo, Jhon Locke - escritor e filósofo inglês - acreditava na existência de um Contrato Social, em que o Estado tem o dever de garantir que a sociedade usufrua efetivamente de seus direitos. No entanto, a ineficácia do governo perante as questões dos povos nativos é vista na falta de políticas públicas, que ocasiona na desvalorização e invisibilidade cultural. Portanto, torna-se urgente medidas combatentes.
Por fim, cabe ao Estado e o Ministério da Educação, criar programas de conscientização em escolas, por meio de palestas,ministradas por indígenas, a fim de que os estudantes conheçam a diversidade cultural do país. Outrossim, verbas serão destinadas à criação de centros culturais indígenas, para a valorização da cultura. Sendo assim, a extinção de línguas não fará parte do corpo nacional.