A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 01/09/2026
Em 1948, a ONU promulgou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, como resposta imediata às atrocidades cometidas nas duas guerras mundiais. Mais do que isso, a entidade visava garantir a todos condições mínimas de sobrevivência em ambiente de respeito, igualdade e liberdade. O Brasil foi signatário e militante ativo dessa declaração. Entretanto, é inegável que o país ainda está distante de concretizar os ideais desse documento. Prova disso é que boa parte dos brasileiros ainda convive com graves ameaças à sua qualidade de vida. É o caso da falta de consciência ambiental em questão no Brasil. Nesse sentido, é um desafio complexo que impacta diretamente a biodiversidade, a economia e a saúde pública. Esse é um problema forjado sobre duas causas históricas: a negligência do Estado e um sistema educacional ultrapassado.
Uma das razões para a persistência dessa situação é a falta de políticas públicas eficazes sobre o tema. Segundo o artigo 3º da constituição Federal de 1988, é dever do Estado promover o bem comum, sem qualquer forma de discriminação. Entretanto, o Brasil não tem conseguido cumprir esse preceito constitucional basilar. Prova disso, é ainda hoje termos de conviver com problemas como o desmatamento ilegal, queimadas criminosas, descarte incorreto de resíduos.
Além disso, o modelo de educação vigente no Brasil também fomenta o falta de consciência ambiental. Baseado exclusivamente na formação de mão de obra, o ensino em vigor nas escolas do país não é capaz de desenvolver o senso crítico dos estudantes porque não os estimula a construir o conhecimento. O efeito disso é uma sociedade com poucos recursos cognitivos para compreender a dimensão de problemas como pessoas sem o letramento ecológico crítico.
Portanto, é preciso agir logo para enfrentar esse problema. Nesse sentido, cabe ao governo elaborar um amplo projeto que leve em conta tanto a criação de políticas de Estado quanto a proposição de um modelo educacional mais eficiente. Isso pode ser feito por meio de uma formulação de um grupo de estudos interministerial que se dedique ao assunto.