A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 01/06/2021
O filme estadunidense “WALL-E” retrata a vida de um robô responsável por limpar a Terra coberta por lixo, uma vez que a falta de consciência ambiental tornou o planeta inabitável. Infelizmente, fora da ficção, a falta de preservação ambiental é uma realidade brasileira que se não for tratada, pode tomar grandes proporções. Nesse viés, é necessária uma discussão mais efetiva no que tange à falta e educação ambiental e o consumismo desenfreado, que são fatores que colaboram para o retrocesso do país.
Cabe analisar, de início, o impacto dos ínfimos ensinamentos no âmbito escolar sobre a preservação do meio ambiente. Desse modo, é importante destacar o pensamento do educador Paulo Freire “a educação nao transforma o mundo, a educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo”, que afirma a importância da educação para a preservação e manutenção de um mundo sadio. No entanto, é nítido a formação de gerações que estão cada vez mais despreocupadas com o meio ambiente, o que proporciona problemas graves para a fauna, flora, solo e ar brasileiro. Nesse sentido, a educação ambiental é essencial para a resolução do impasse.
Outrossim, vale ressaltar que o sistema capitalista contribui para a persistência do problema. De acordo com o sociólogo Karl Marx, os produtos são programados para não funcionar - obsolescência programada - o que incentiva cada vez mais o consumo e muitas vezes promove o descarte de produtos em locais inapropriados. Dessa forma, a contaminação dos lençóis freáticos, a proliferação de animais que são vetores de doenças e os lixões a céu aberto são consequências da falta de consciência ambiental no Brasil, fato que deve ser erradicado de imediato.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução do problema. Logo, cabe ao Ministério da Educação implantar de forma obrigátoria nas escolas brasileiras, uma carga horária relacionada a educação ambiental, por meio de uma lei enviada à Câmara dos Deputados, a fim de conscientizar e formar novas gerações íntegras e responsáveis com o meio ambiente. Além disso, cabe a Anvisa criar mais aterros sanitários e tratar os lixões a céu aberto, por meio de verbas oriundas dos cofres públicos, a fim de minimizar o impacto do consumismo desenfreado no Brasil.