A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 08/05/2021

No filme Wall-e, todo o planeta Terra foi devastado tomado pelo lixo e teve toda forma de vida destruída até tornar-se inviável para a vida humana. Não distante da ficção, o planeta que cedia a espécie humana é vítima de descuido e maus-tratos diariamente. Nesse sentido, o Brasil destaca-se negativamente tendo grande parcela de culpa no desgaste mundial. Haja vista que há deficiências em instaurar uma consciência sustentável no brasileiro de como cuidar do meio ambiente e, por conseguinte, esses hiatos dão mais força ao consumo desenfreado que é, também, motor da crise ambiental que vive o mundo.

A priori, cabe salientar que a divulgação deficiente de campanhas que visam cuidar do meio ambiente promove a falta de consciência ambiental e, por conseguinte, os maus-tratos à natureza. De acordo com o escritor Wittgenstein, “os limites do meu conhecimento estabelecem os limites do meu mundo”. Em outras palavras, o ser humano limita seu agir no que ele. Desse modo, a pouca propagação de informações sobre o que acontece com o meio ambiente e o que deve ser feito para evitar grandes crises não permite a consiciência ambiental necessária e colabora para que o público geral e desinformado tome longos banhos, não pratique reciclagem, jogue o lixo em lugares impróprios, entre outros hábitos que precisam ser dissolutos. Assim, o a deficiência em instruir a massa acerca dos temas ambientais corrobora para a situação da falta de conhecimento e, logo, da destruição do planeta.

Ademais, vale ressaltar que ao incentivar o consumo desnecessário, com a desinformação do que isso pode causar ao planeta, a crise conserva-se em progresso. Parafraseando o sociólogo Karl Marx, “a desvalorização da vida aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.” Em outros termos, há uma promoção frequente para que as pessoas consumam e em contraste com isso, um déficit nas campanhas de conscientização ambiental. Nessa lógica, são comprados itens desnecessários e supérfluos sem nenhuma informação sobre a obsolescência programada (aparelhos programados para quebrar) ou o descarte correto, por exemplo. Isto posto, o consumo inconsciente causa lixo tóxico e descarte incorreto de aparelhos, quanto mais as pessoas consomem mais aparelhos são produzidos e descartados, poluindo o meio ambiente.

Depreende-se, portanto, a necessidade da adoção de medidas para mitigar a crise ambiental decorrente da falta de consciência ecossistêmica brasileira. Para tanto, urge que o Ministério do Meio Ambiente promova campanhas de conscientização direcionadas às crianças, aos adolescentes e aos adultos com o intuito de instruir a respeito da crise ambiental e como contribuir para diminuí-la, com pautas que abranjam o descarte correto do lixo normal e eletrônico, da reciclagem, da economia de água e suas derivas. Só assim, o futuro do planeta não será como o do robô Wall-e e a vida será preservada.