A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 26/07/2021
‘‘O animal é tão ou mais sábio do que o homem: conhece a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora.’’ Citando a frase do filósofo Demócrito e reconhecendo a destruição que a humanidade vem causando, pode-se evidenciar a total falta de conscientização ambiental que se alastra há anos. Nessa contexto, é notório que a riqueza natural brasileira tem grande importância para o equilíbrio do planeta, e o mundo encontra-se assustado com a forma que o país vem lidando com a questão ambiental. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado à negligência do Estado e à mentalidade capitalista.
Em primeiro plano, se deve enfatizar que o Brasil possui em seu território cerca de 59% de sua área coberta por florestas. Assim como somos o primeiro lugar isolado como o país que mais desmatou florestas tropicais em todo o mundo, de acordo com levantamento da organização Global Forest Watch. Nesse viés, a negligência que se encontra no atual governo do presidente Bolsonaro e suas políticas negacionistas e de minimização dos danos, alicerça para que a nação permaneça nessa horrenda posição. Isso decorre porque a carência de ações do governo e falta de urgência, leva a banalização do desmatamento, tratando como algo corriqueiro e natural, no que se abre enormes brechas para a não penalização dos responsáveis, assim, não freando os desmatamentos que são causados pelo homem.
Ademais, a mentalidade capitalista que gira em torno dos proprietários de grandes empresas agropecuárias faz com que áreas das quais não deveriam ser tocadas virem pontos para ampliações dos seus negócios. Principalmente na extensão da floresta Amazônica, que estão sendo queimadas para agricultura e formação de novos pastos. Embora o governo atual alegue que focos de incêndios sejam comuns na região, vale ressaltar que a Amazônia é um local úmido e que pesquisa da mesma organização supracitada mostra que são muito poucos as queimas que não são causadas por mãos humanas. Por conseguinte, o olhar para os nossos biomas simplesmente objetivando o lucro, sem a devida regulamentação, deixa nossa flora a mercê do mercado que não pensam em conscientização em prol de um futuro melhor, e sim, apenas no imediatista ganho financeiro.
Pode-se perceber, portanto, que medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Nesse sentido, a sociedade civil organizada deve pressionar o governo a atuar de forma incisiva nessa questão, por meio de Ongs que intensifiquem a cobrança junto ao governo federal, pautados na lei de preservação ambiental citada no artigo 225 da constituição. Como também a da plena capacidade estrutural e financeira para o IBAMA, com amparo jurídico para que os ambiciosos que antes não eram penalizados sejam punidos. Assim, conscientizando de forma legal os que praticam esse crime.