A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 03/11/2023
Na fala de Karl Marx “Nem a sociedade, nem uma nação ou nem mesmo todas as sociedades juntas são proprietários do globo. São apenas posseiras. E devemos legá-las em melhores condições às gerações futuras”. Entretanto, o baixo índice de conscientização, mostra que esse princípio não é exercido de forma universal na prática. Por isso, um debate entre sociedade-Estado torna-se necessário.
Em primeiro plano, convém ressaltar que a sociedade tem uma visão deturpada da conscientização ambiental, pois não é tratado com a devida importância no Brasil. Nisso, o filósofo Clifford Geertz define a cultura como tudo aquilo que é compartilhado em sociedade, logo trata-se de uma conjuntura cultural. Nesse sentido, mostra-se que são necessárias intervenções educacionais para construir e aprimorar o senso de consciência ambiental no Brasil.
Nesse contexto, também é possível observar o descaso do Estado em relação à consciência ambiental, pois são poucas formas de incentivo e educação acerca do tema. Essa conjuntura, se caracteriza como uma quebra do contrato social estabelecido por John Locke, o qual define contrato social como pilar da relação Estado-cidadão. Com isso, a falta de programas e campanhas efetivas que busquem promover a educação ambiental da sociedade é um dos problemas.
Nesse sentido, torna-se necessário que os setores midiáticos busquem promover campanhas de conscientização ambiental e mostrem os benefícios gerados através da preservação ambiental. Outrossim, o Ministério da Educação deve promover projetos que busquem incentivar e educar acerca da conscientização ambiental, para que o contrato social seja cumprido de forma efetiva. Com isso, o pensamento de Karl Marx estaria representado de forma prática para garantir melhores condições às gerações futuras.