A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 21/05/2021

“Não há nenhum ninho na grande ilha de lixo do Pacífico”, o enredo da música “Rock n Roll” de Nando Reis demonstra de forma contemporânea a questão ambiental, tendo em vista a grande produção de resíduos sólidos. Analogamente, a conjuntura dessa análise ainda se materializa na atualidade, uma vez que há falta de consciência quanto ao meio ambiente no contexto brasileiro. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão da supressão de uma educação voltada à ecossistemas, mas também à negligência das esferas governamentais no tocante às medidas públicas.

A princípio, é mister analisar como a falta de recursos educacionais contribui para que a falta de convicção sustentável seja persistente. Nesse sentido, de acordo com dados do jornal ambiente Brasil, a humanidade está usando 20% a mais de meios naturais do que o planeta é capaz de repor. Essa taxa é o reflexo da lacuna nas instituições escolares, principais formadoras sociais, quanto ao direcionamento de informações sobre a importância da consciência ambiental, o que faz com que muitos indivíduos não tenham discernimento acerca da adoção de recursos sustentáveis, contribuindo para o esgotamento ambiental. Nessa óptica, a manutenção de práticas improcedentes afeta toda a sociedade e em quaisquer âmbitos.

Outrossim, é irrefutável a ineficiência do Estado na resolução do imbróglio, visto que ele persiste na atualidade. Nesse viés, segundo o sociólogo francês Émille Durkheim, o poder público se responsabiliza pelas questões que envolvam a coletividade, estabelecendo o bem-estar social. Entretanto, esse conceito manteve-se apenas no plano teórico, haja vista a falha do governo em garantir uma educação voltada a didática ecossistêmica, além da omissão quanto à fiscalização de empresas geradoras de residuos solidos, corroborando para a permanência dos problemas ambientais. Logo, é imprescindível um maior engajamento das autoridades para extinção dessa realidade.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar a problemática. Nesse ínterim, urge ao Ministério da Educação - responsável pelo direcionamento de recursos educacionais, deve criar um projeto de lei, que garanta a promoção de uma disciplina voltada para ambiente e sustentabilidade, por meio da entrega de seu objetivo à Câmara dos Deputados, a fim de assegurar que os indivíduos tenham uma melhor conscientização ecológica desde o ensino fundamental. Ademais, o Ministério Público - orgão encarregado pela fiscalização das leis- deve fiscalizar as empresas contribuidoras para o desgaste ecossistêmico, por intermédio de uma pauta no STF, com o intuito de garantir maior equidade em relação às discrepânsias governamentais. Assim, a mazela exposta na canção de Nando Reis escasseará do contexto hodierno.