A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 20/05/2021
Característica da literatura informativa Quinhentista, a carta completa por Pero Vaz de Caminha e enviada à Corte portuguesa ressalta a exuberância da flora e da fauna das terras recém-descobertas, o que revela um conhecimento histórico da existência dos recursos naturais. Fora da ficção, o Brasil hodierno passa por uma conjuntura envolvendo a questão da falta de consciência ambiental, fato que se deve à indiferença da população com o meio ambiente e à negligência governamental. Logo, é fundamental analisar ambos os fatores a fim de que se possa contorná-los.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar o papel da sociedade nesse paradoxo desenvolvimento - destruição ambiental. Nesse sentido, segundo pesquisas feitas pelo Instituto Akatu, cerca de 76% dos brasileiros não prática o consumo consciente, isto é, o consumo ecologicamente correto. Dessa forma, é notório que a maioria do corpo social se mantém à margem das questões ambientais, por absorver erroneamente a falácia de que a tecnologia pode substituir a natureza. Assim, os consumidores passam a exigir mais do setor produtivo que por sua vez passa a exaurir o meio-ambiente. Estabelece-se, desse modo, um círculo vicioso que tem como principal elo um bem finito é, que se quebrou trará consequências catastróficas para a humanidade.
Outrossim, vale ressaltar a ineficiência do aparato estatal brasileiro no que tange a conservação da biodiversidade do país. De fato, percebe-se que a atual conjuntura excludente o poder do estado mínimo é medido de acordo com a capacidade de atrair investimento. Dessa maneira, uma omissão das autoridades públicas é interessante para empresas que licenciamento e são beneficiadas pelo Estado. Nesse contexto, a falta de fiscalização somada à exploração dos recursos naturais pelas empresas feridas causando diversos desastres ambientais como, por exemplo, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana, em Minas Gerais. Desse modo, percebe-se uma letargia governamental ao investir minimamente na conservação da fauna e da flora do Brasil, o que acaba fermentando sua degradação.
Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente aliado Secretária Educação, criar campanhas educativas de alerta aos efeitos da exploração, por meio de notícias e reportagens que ilustrem o quadro de degradação ambiental, citando as principais causas e seus impactos e de que maneira podem ser evitados, a fim de que a sociedade crie consciência ambiental e hábitos ecologicamente corretos. Além disso, as Instituições internacionais, como a ONU, em parceria com a União Europeia e os BRICS pensar em políticas públicas de conhecimento sobre a utilização dos recursos naturais, além de desenvolver medidas punitivas aplicáveis às empresas ou Estados responsáveis por acidentes.