A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 07/05/2021
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, garante aos cidadãos um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Todavia, no que tange à situação ambiental do Brasil, o que se nota é uma falta de consciência generalizada, o que dificulta que a máxima da Carta Magna seja assegurada. Esse fato se perpetua, ora pela negligência educativa sobre o tema, ora pelo crescente agronegócio.
Em verdade, apesar do Brasil ser abundante em recursos naturais, pouco se é tratado nas escolas a importância da preservação ambiental. Diante disso, quando Demócrito, filósofo grego da antiguidade, afirma que o homem é infeliz por não conhecer a natureza, ele postula algo que é imprescindível para a prosperidade dos humanos no planeta terra, visto que é a busca por informações sobre o funcionamento do ambiente que os ajudam a viver de maneira sustentável, agredindo-o o mínimo possível. Dessa forma, o entendimento sobre a reciclagem, a divisão do lixo, ou até mesmo o incentivo ao consumo de produtos que não fazem o uso de substâncias químicas que liberam gases poluentes, seja na escola, desde a infância, seja na mídia, órgão de grande alcance, auxilia na formação de uma consciência ambiental.
Outrossim, o País é agrário, resultado do Período Colonial que voltou-se a exploração da madeira, da vegetação e dos minérios, o que corrobora a problemática devido à agressão que, principalmente, o solo sofre. Sob esse viés, na música “Passarinhos” do cantor Emicida, ao expor o problema da escassez da água e ao afirmar que não restarão madeira nem para os caixões, bem como que à população finda apenas a decisão de qual veneno ira matá-la, a canção faz uma crítica explícita ao abuso da água na pecuária, ao desmatamento e aos agrotóxicos usados na agricultura. Nesse hiato, para que haja equilíbrio ambiental é essencial investimento em tecnologia do campo e uma diversificação na economia, já que a do Brasil é, majoritariamente, agroexportadora.
Destarte, com intuito de mitigar os entraves supracitados, é mister que o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, torne obrigatória, na base escolar, a matéria de sociologia, sendo nessas aulas discutido temas como a poluição, o desmatamento e a coleta de lixo, estimulando projetos de conscientização do aluno junto com sua família. Além disso, é importante que a mídia, por intermédio de propagandas educativas custeadas pelo Governo, reforçe os benefícios da adoção de práticas de preservação ambiental, com o fito de formar adultos críticos quanto aos recursos naturais. Ademais, é impreterível que o Estado invista na industrialização de empresas sustentáveis e na engenharia genética com foco na agricultura, a fim de atenuar os danos causados pelo agronegócio à natureza.