A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 07/05/2021

Consoante à Ecologia, a consciência ambiental caracteriza-se pela prática de ações - coletivas e individuais -  que sejam alicerçadas na garantia de preservação dos ecossistemas.No Brasil, esse conjunto de comportamentos é, ainda, falho, uma vez que o modelo educacional simplista adotado pelas escolas e, também, a postura negacionista defendida, não raro, pelo Governo contribuem, lamentavelmente, com a escassa rede de manifestações ambientalistas no país.

De fato, a perpetuação da ignorância no que se refere ao meio ambiente é consequência direta da ínfima atuação das escolas na formação de sujeitos ecologicamente instruídos.Partindo desse pressuposto, cita-se o filósofo Paulo Freire, o qual defendia que a educação deve ser, sobretudo, instrumento de construção da criticidade, visando a formar indivíduos conscientes de si mesmos e, principalmente, do mundo que os cerca.Infere-se, logo, que os colégios, ao não incluírem a educação ambiental nas grades curriculares desde a primeira infância - período correspondido entre 0 e 6 anos - responsabilizam-se em formar futuros adultos que, além de não reconhecerem, de forma crítica - como defendera Freire - a si mesmos como parte de um ecossistema a ser cuidado, contribuem para a destruição desse, a exemplo do elevado nível de desperdício de água e e do descarte incorreto do lixo doméstico, situações, ainda, latentes no Brasil.

Além disso, cumpre ressaltar que a postura negacionista adotada pelo Governo Federal Brasileiro contribui, lamentavelmente, para a formação de uma sociedade alienada quanto à importância da consciência ambiental.Em face disso, cita-se que, em uma democracia representativa - na qual a população escolhe seus representantes políticos - as autoridades possuem elevado poder de influência, visto que discursos, posicionamentos e ações são considerados como referências para toda a população.Entretanto, de maneira irresponsável, líderes do atual Governo - a exemplo de ministros - agem de forma predatória contra as riquezas naturais, posicionando-se contra o desenvolvimento sustentável, o que reverbera, infelizmente, em uma sociedade que explora, destrói e desqualifica os biomas, baseando-se, principalmente, na inconsciência ambiental dos representantes políticos.

Evidencia-se, portanto, que o Ministério da Educação deve executar uma reforma na grade curricular de escolas, as quais devem, obrigatoriamente, ofertar aos alunos a aprendizagem ambiental crítica por meio da instrução de Filósofia aplicada à Ecologia em projetos anuais, ensinando, desse modo, o indivíduo a se reconhecer como parte de um todo e tendo como fito o surgimento de uma sociedade consciente e ativista.Além disso, as Organizações Não Governamentais devem, de modo mais austero, cobrar a responsabilização do Governo Federal quanto às declarações e ações contra o meio ambiente.