A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 07/05/2021

Com o advento da Primeira Revolução Industrial o desenvolvimento de um país passou a estar  intrinsecamente ligado a sua taxa de industrialização. No Brasil contemporâneo, é notório que o crescimento exponencial das produções fabris gerou consequências indubitáveis ao meio ambiente, transformando o uso consciente e equilibrado dos recursos naturais em um questão de suma importância. Entretanto, a consciência sobre a questão ambiental não faz parte da realidade de todos os brasileiros, prejudicando a disseminação de práticas de preservação.  Nesse sentido, o Estado e a sociedade possuem uma responsabilidade sobre tal circunstância, haja vista que o Princípio da Ubiquidade evidencia o ambiente ecológico como crucial á vida, fazendo-se necessária uma intervenção.

Sob esse viés, é fundamental ressaltar que todo cidadão tem direito a um meio ambiente ecologicamente harmonioso, sendo tal direito vital para para uma boa qualidade de vida não somente para esta geração, mas também para as futuras, como expresso no artigo 225 da Constituição Federal de 1988. Nessa perspectiva, o Estado tem uma obrigação moral e ética de preservar a sustentabilidade do meio ambiente, tratando essa temática como prioridade e, dessa forma, realizando ações que prezem pelos recursos naturais, por exemplo utilizando de fiscalizações em empresas que exploram o ambiente, prática que poderia ter impedido o rompimento da barragem da mineradora Samarco, maior desastre ambiental do país. Desse modo, uma conduta ativa do Poder Público é uma condição “sine qua non” para o desenvolvimento sustentável.

Ademais, é importante salientar que o uso responsável por parte da sociedade civil também é indispensável para se atingir o equilíbrio ecológico. Evidentemente, a ausência de consciência ambiental e de práticas de preservação vão culminar em um desequilíbrio ambiental definitivo. A título de exemplificação, a trama “Wall-E” retrata um futuro distópico ao qual o meio ambiente foi explorado de maneira incessante e a Terra se tornou inabitável. Logo, o corpo social deve agir por meio da coletividade geral para que seja possível alcançar o desenvolvimento pleno, assim como afirma o filósofo contratualista Jean-Jaques Rousseau.

Portanto, faz-se mister que o Estado adote punições mais severas e educativas para quem afetar o equilíbrio do meio ambiente, por meio de ações civis públicas, com a finalidade de garantir a sustentabilidade ecológica e, assim, cumprir o que está previsto na Carta Magna. Outrossim, cabe a sociedade civil ter ciência da importância de preservar o meio ambiente, com o fito de garanti-lo as  gerações futuras.