A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 07/05/2021
Na sociedade moderna, é fato que a carência do senso crítico de mudança acerca dos impactos causados pela ação humana no meio ambiente acarreta desafios no cenário atual brasileiro. Nesse viés, o mal em questão perpetua-se ao passo que a plena garantia da sustentabilidade encontram-se malsucedidas, uma vez que a consciência ambiental não tem se reverberado em ênfase na prática. Logo, o avanço desenfreado do consumismo e a desatenção ante a preservação ambiental operam como agravantes da problemática.
Nessa perspectiva, é importante colocar em pauta uma das animações do ilustrador inglês Steve Cutts, disponível no Youtube, intitulada “Hapiness”, em que retrata a sociedade altamente capitalista e consumista vigente, a partir de uma analogia, em que pessoas são representadas por ratos usufruindo dos recursos naturais em larga escala e sendo alienados pelo sistema em questão. Fora do contexto cinematográfico, é possível perceber que essa situação se aplica demasiadamente no Brasil, uma vez que a destruição da natureza se faz presente para atender a demanda da sociedade ante o consumo exacerbado e o imediatismo exigido nas relações socioeconômicas. Nesse sentido, isso se confirma dada a ausência de interesse nas causas ambientais por parte das grandes empresas, que visam apenas o lucro em detrimento do uso equilibrado da natureza.
Ademais, a banalização do drama ambiental existente, haja vista as diversas práticas de destruição de ecossistemas, é outro propulsor da problemática. Nessa lógica, uma parcela dos líderes políticos não compreende a dimensão dos impactos gerados e compactuam com os meios destrutivos da natureza. Então, o Poder Público ainda é falho e lento, o que faz da barbárie praticada uma permanente realidade, comprometendo a integridade das florestas, acontecimento apresentado e ratificado na notícia sobre o discurso do atual presidente Jair Bolsonaro na ONU publicada pelo Greenpeace. Sendo assim, é imprescindível que haja uma valorização da consciência ambiental em função da quebra de estigmas que minimizam a gravidade da crise ambiental.
Portanto, é necessário que o Estado exerça medidas para que o entrave seja resolvido. Para tanto, o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério do Meio Ambiente devem elaborar e divulgar um projeto nas redes de televisão aberta e nas redes sociais, a partir de um encontro de ecólogos e biólogos, em que esses profissionais atentem para os prejuízos da continuação do ritmo atual de devastação ambiental, transmitindo o que pode ser feito para reverter esse quadro, explicitando exemplos práticos para tanto, com intuito de que a população e os líderes políticos se tornem adeptos da consciência ambiental, para que seja contida a continuidade da problemática no território brasileiro.