A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 07/05/2021

Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a política se sobressai em relação às outras, ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, no limiar do século XXI, esse pensamento não condiz com a realidade brasileira, haja vista que a falta de consciência ambiental é protagonista de inúmeros imbróglios no país. Nesse contexto, deve-se analisar uma análise não só o imperativo do individualismo, atrelado ao desenvolvimento capitalista, mas também a negligência governamental.

Em primeira análise, é cabível ressaltar que o capitalismo é um sistema econômico que visa ao lucro e à acúmulação das riquezas. De acordo com o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, o individualismo se sobressai em detrimento do coletivismo, uma vez que as relações são efêmeras e voláteis. Sob esse viés, fica fácil entender o porquê da sociedade não ter despertado, ainda, a consciência ambiental, visto que o que domina o mundo hodierno é a ambição de querer sempre mais, o que gera, então, uma despreocupação com as gerações futuras, fazendo o que, em um futuro não muito distante, como próxima linhagens não consigam sobreviver, já que os recursos naturais, em sua grande maioria, são esgotáveis. Com isso, percebe-se que o desejo humano de gerar sempre mais riquezas, afeta a sustentabilidade ambiental, trazendo consequências consequências,

Soma-se a isso, à negligência governamental como corroboradorndesse impasse, posto que o Governo trata esse problema com uma certa indiferença. É lamentável pontuar, que o Brasil possui uma legislação considerada uma das melhores do mundo, mas, nem sempre as leis são devidamente aplicadas, dado que faltam recursos para executá-las. Conforme previsto no artigo 225 da Constituição Federal de 1988, no qual aborda que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Porém, ao analisar minuciosamente, é notório pontuar, que o Estado não cumpre à risca o que está sendo proposto na legislação vigente, em razão da ausência de políticas públicas e fiscalizações eficientes, no quesito da preservação ambiental. Dessa forma, consegue-se compreender que essa falha do Poder Público, gera, o descaso da população para o meio ambiente.

Logo, entende-se que esse problema urge por medidas interventivas, pois fere a Lei Máxima. Dessa maneira, é dever do Ministério da Educação, valorizar o âmbito estudantil, como forma de incitar os alunos sobre a importância da sustentabilidade ambiental, e como preservar o meio ambiente, por meio de materiais e campanhas que abordem esse tema, a conscientização de todos . Cabe ao Governo, ampliar investimentos em propagandas sobre o meio ambiente e em fiscalizações. Assim, é possível alcançar uma sociedade que está para o exercício do bem coletivo, como pautava Aristóteles.