A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 07/05/2021
No convívio social brasileiro, o entendimento de que cada cidadão participa de forma ativa na preservação ambiental e de que os recursos naturais são finitos ainda não é consolidado para muitas pessoas. Nessa perspectiva, a falta de consciência ambiental no Brasil é causada não só pela negligência governamental mas também pela irresponsabilidade de muitos brasileiros no que se refere ao cuidado com o meio ambiente.
De fato, a postura estatal frente aos danos causados pela devastação de áreas naturais contribui para a perpetuação do problema. Sob esse viés, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, afirma que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o que torna dever defendê-lo e preservá-lo. Contudo, quando se percebe o aumento de desmatamentos, principalmente na Amazônia, nota-se uma deturpação do preceito constitucional, sendo acentuada ainda mais pelo discurso do presidente Jair Bolsonaro em 2020, na Assembleia Geral da ONU, no qual ele negou existir uma crise ambiental no país. Logo, faz-se urgente uma mudança de conduta governamental.
Ademais, é notório que a omissão de muitos núcleos familiares e escolares é crucial na discussão. Seguindo essa linha de pensamento, é de suma importância destacar que as escolas e as famílias são os principais agentes de formação de personalidades humanas, sendo responsáveis pela instrução dos jovens brasileiros. Todavia, quando se percebe a legitimidade de inúmeras ações humanas que degradam a natureza, como despejar lixo em locais inapropriados e a utilização excessiva de veículos próprios, que são grandes emissores de gases poluentes, percebe-se uma negligência dessas instituições no que se refere à sua função social.
Destarte, torna-se crucial ao Poder Público o alinhamento a uma lógica internacional de valorização dos recursos naturais, que envolve a inflexibilidade na fiscalização de áreas florestais e, principalmente, o cumprimento de metas globais de conservação ambiental com o fito de assegurar o direito dos cidadãos à habitação em um meio ambiente equilibrado. Quando às famílias e escolas, cabe a realização de debates domésticos e palestras ministradas por profissionais acerca de atitudes sustentáveis, com o objetivo de promover um pensamento preocupado com a causa em questão.