A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 07/05/2021

O ser humano, desde quando deixou de ser nômade, passou a modificar o meio ambiente em prol de sua alimentação, embora os impactos ambientais eram pequenos até chegar ao século XVIII. Ademais, com o advento da revolução industrial as relações com a natureza se intensificaram causando um grande prejuízo para inúmeros ecossistemas. De certo, com um único objetivo de gerar lucros exorbitantes para a indústria do consumo. Analogamente, esse contexto pode ser notado no Brasil, onde uma falta de consciência ambiental é grande e explorada massivamente pelo agronegócio. Nessa perspectiva, faz-se pertinente destacar não só a insuficiência do Poder Público, mas também da sociedade civil que, com frequência, permanece alienada acerca dessa problemática contemporânea.

Em verdade, é importante saliente como medidas administrativas referentes ao cuidado com a natureza por via do IBAMA, na qual busca fiscalizar e combater os desmatamentos de reservas, são insuficientes. Prova disso é que, apesar da Constituição Cidadã assegurar que é dever do Estado garantir o exercício dos direitos sociais a todos, mas em virtude da morosidade das políticas públicas existentes, mostra-se negligenciada, o que para Émile Durkheim, sociólogo francês, constituição estado de anomia social. Em suma, as funções desempenhadas pela atual gestão exibição o grande descaso na gestão ambiental, na qual utiliza-se de discursos negacionista para modificar a realidade danificada pelos grandes impactos que o setor agropecuário provoca.

Outrossim, é valido ressaltar que a desinformação da população se constitui, completa, para perpetuar ou entrave em questão. Nesse prisma, para Pierre Bourdieu, o sociólogo francês, afirma que a sociedade incorpora as estruturas simbólicas impõe a sua realidade, naturaliza-as e reproduz esse padrão. Conforme seu pensamento fica evidente que os comportamentos e padrões alienantes reforçam a preservação ambiental e comprometimento, de maneira efetiva, a manutenção desse bem tão importante para a humanidade e os ecossistemas nos quais são inseridos. Logo, é nítido que a distorção dos valores do corpo social mantém esse imbróglio.

Dessarte, é notório que o impacto negativo que a falta de consciência ambiental causa à sociedade e fica clara a necessidade de ações que reverter tal situação. Para tanto, cabe ao Estado, por meio da efetivação prática do Artigo 225, estabelece uma preservação das áreas de proteção ambiental e instruir os produtores e a sociedade, por intermédio de campanhas e visitas abertas ao público em parceria da mídia, elencando a importância da conservação do meio ambientes, com o fito de minimizar os impactos e cumprir com a Carta Magna vigente. Assim, com essas medidas, o estado de anomia, de Durkheim, pode ser rompido.