A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 07/05/2021
Fruto de um histórico de concepções distorcidas, a falta de consciência ambiental em questão no Brasil, demonstra a gênese de uma sociedade que se despe de valores igualdade e de respeito. Esse panorama perturbador aponta a inexpressividade do Poder Público quanto a garantia de um meio ambiente sustentavel, bem como destaca a negligência de algumas instituições formadoras de opinião durante a construção de uma mentalidade social que valorize o ecossistema.
Com efeito, é válido pontuar que o governo e a sociedade optam por uma postura evolucionista, não adotando uma ideologia ambietal, buscando assim, o lucro em todos os setores econômicos. Nesse contexto, um exemplo comum do panorama supracitado, é a morosidade do Estado quanto a regulamentação das leis que regem a exploração do meio ambiente. Ademais, outra situação a ser citada, são as fábricas que possuem uma produção em larga escala e sem regulamentação, ocasionando, dessa forma, uma poluição atmosférica catastófrica. Destarte, para Karl Marx, filosófo com ideias ambientalistas, é essa desenfreada busca pelo lucro que separa, sob a forma de alienação, a relação entre o ser humano e a natureza.
Outrossim, é pertinente salientar que as pequenas ações individuais são de extrema importância no que tange a preservação ambiental. Contudo, a sociedade movida, sobretudo, pelos ideais capitalistas é influênciada a disperdiçar, diariamente, os recursos naturais para usos não essencias. Nesse prima, a grande quantidade de dejetos, bem como, os altos índices de utilização da água doce do planeta, podem exemplicar essa hodierna mazela social. Esse cenário, demonstra a falta de alteridade na sociedade brasileira, visto que, o individualismo está enraizado na mentalidade social. Assim sendo, essa óptica defronta o pensamento de Levinas, no qual o filósofo contemporâneo, enfatiza que a preocupação com o outro deve fazer parte da lógica cotidiana.
Portanto, fica exposto que a descontrução do equilíbrio de valores e de costumes é edificada sob a égide do consumismo. Logo, urge ao governo aumentar as fiscalizações das leis ambientais, por meio da construção de medidas que criem insentivos fiscais para as empresas que tiverem o selo verde, para assim dimunir os impactos no ambiente. Ademais, cabe a sociedade, em parceria com a mídia, a construção de uma mentalidade que valorize a ecologia, vide a disponibilização de vídeos esclarecedores e palestras educativas para a população. Assim, poder-se-á acalçar a alteridade de Levinas e os ideias de Marx.