A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 26/05/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que a sustentabilidade do meio ambiente promove a proteção dos recursos naturais, mesmo assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que desde o Período Colonial o país enfrenta serias ameaças de degradação, como a extração do Pau Brasil. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de cuidado com a preservação ambiental, bem como o descaso do Poder Público acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, durante o Imperialismo, a partir de 1870, o continente africano foi explorado pelos europeus, a fim de obter matérias primas. Nesse sentido, fica claro que desde muito tempo a falta de consciência ambiental se faz presente, como forma de obter lucro, uma vez que geram queimadas, poluição e desmatamento, em virtude da pecuária e agricultura. Tendo em vista isso, percebe-se a falta de cuidado com o solo, animais, florestas e aquíferos. Além disso, o aquecimento global também é intensificado, uma vez que os incêndios contribuem para a emissão de gases poluentes. Diante disso, cabe as autoridades incentivar ações sustentáveis, com intuito de preservar a natureza.

Sob um segundo enfoque, de acordo com a Constituição Federal de 1988, é direito de todos os cidadãos viverem em uma sociedade com o meio ambiente ecologicamente equilibrado. Até porque, é nele que se encontra os recursos de sobrevivência, como água, alimento e matéria prima. No entanto, ainda que o cenário seja motivado para o cuidado, o descaso do Poder Público, em consonância a falta de consciência da população acaba por agravar a situação ambiental. Um exemplo ocorreu em Brumadinho, em que o rompimento da barragem dificultou a vida dos produtores rurais, em virtude da poluição gerada nos rios e solo. Com isso, é preciso que o Governo tome medidas para que os desastres irreversíveis a curto prazo sejam evitados.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos nas câmeras municipais, sendo administrados por profissionais ambientalista, para que a população seja incentivada a cumprir metais anuais, tendo como recompensas investimentos na cidade, a fim de motivar a consciência com o meio ambiente. Além disso, cabe ao Estado exigir que as empresas privadas estabeleçam fiscalizações mensais, para que seja evitado grandes desastres ambientais. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.