A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade brasileira no que concerne à questão ambiental. Diante dessa perspectiva, nota-se a consolidação de um grave problema, em virtude da lenta mudança da mentalidade social e do legado histórico.

Convém ressaltar, a princípio que a falta de mudança no comportamento social é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que o descaso com o meio ambiente é fortemente influenciado pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas num contexto opressor à natureza, a tendência é adotar esse comportamento também.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão histórica. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, a falta de consciência ambiental mesmo que fortemente presente no século XIX, apresenta raízes a partir do século XVIII, na Revolução Industrial, a qual provocou efeitos ambientais degradantes provenientes da poluição atmosférica, da contaminação da água e do solo e da retirada das florestas, incentivando a produção industrial, mas não a preservação ambiental.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com os governos estaduais, proporcionem a criação de oficinas educativas nas escolas, por meio de atividades práticas, de modo a proporcionar a visualização do assunto. Além de palestras com profissionais, que orientem crianças e jovens sobre a preservação do meio ambiente, a fim de efetivar a conscientização e a importância da natureza.