A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2021

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele”, não quer dizer que ele esteja sujo por completo, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de meio ambiente, a falta de consciência ambiental funciona como gotas de suja poluidoras. Nesse prisma, fatores como a carência informacional, o uso excessivo e o inativismo de ações impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, a limitação de conhecimentos que falem sobre educação ambiental e como cuidar do ecossistema mostra-se como um dos desafios para a resolução do problema. Conforme, Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão das pessoas definem sua compreensão acerca do mundo. Nessa fala, o filósofo justifica a causa do problema: se os seres não possuem informações suficientes - dados, exemplos, estatísticas - sobre consciência ambiental, ou seja, como manejar e cuidar do ambiente, assim como os perigos do uso excessivo de florestas, e faunas brasileiras; o campo de visão será limitado, e a consequência será mais degradação de vegetações e espécies, inclusive o ser humano com a poluição de queimadas e as doenças respiratórias decorrentes. Por isso, é evidente que a população seja informatizada para ser o agente solucionador do caos ecossistêmico.

Em segunda análise, a restrição de incentivo com o corpo social apresenta-se como outro fator dificultador para o bem-estar civilizacional. Segundo Annah Arendt, na teoria da “Banalidade do Mal”, o ato preconceituoso é realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, comparando com a insuficiência de ação pelo coletivo quanto à degradação ambiental, considerada habitual, por exemplo, quando seres jogam um resíduo no chão ao invés de coloca-lo no lixo, o que parece um simples gesto para uma pessoa, mas que somado à 200 milhões é macroacidental. Nesse sentido, o inativismo de atuação é originado na privação de incentivo em transformar comportamentos que visem o bem coletivo amplo e não individual, gerando uma precariedade de qualidade de vida. Por isso, a solução reside em promover a empatia para o convívio em harmonia social e ambiental.

Portanto, medidas são necessárias para aumentar a consciência ambiental. Por conseguinte, cabe ao Ministério do Meio Ambiente promover palestras, ministradas por biólogos, sobre educação ambiental, com o “slogan”: “O ambiente é da gente”. Esse projeto pode ser feito mediante um diálogo envolvendo o público presente e o especialista sobre a importância de cuidar do meio ambiente com  exemplos reais. Nesse aspecto, o objetivo será incentivar as pessoas a refletirem sobre seus atos com a fauna e flora brasileira, de modo que a população seja informatizada e ativista, resultando na plantação de sementes de ideias que germinarão em teorias de desenvolvimento ecossistêmico.