A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 30/09/2021
O artigo 125 da Constituição Federal estabelece ao cidadão brasileiro o direito a um meio ambiente preservado, de modo que as práticas que visem legitimizar tal ação devem ser de responsabilidade do Estado e do corpo social. Em contrapartida, nota-se que a legalidade desse dever vem sendo negligenciada na prática, visto que de acordo com dados levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais o Brasil aumentou em 59% o desmatamento no ano de 2020. Sob esse aspecto, verifica-se a ausência de responsabilidade ambiental na sociedade contemporânea, de modo que urge a necessidade de expor os principais fatores que contribuem para o avanço dessa problemática.
Em primeiro plano, é preciso considerar que a defesa de pautas pouco preservacionistas perante o Estado brasileiro demonstra a falta de consciência ambiental. A priori, no que diz respeito a tal contexto, é lícito apontar uma forte representatividade política da bancada ruralista – responsáveis por atuarem em prol de benefícios dos grandes latifundiários e produtores rurais – frente ao Congresso Nacional. Nesse sentido, observa-se que a defesa de tais interesses perpassa pela flexibilização de leis ambientais, de modo a diminuir as barreiras de preservação ecológica para o aumento da produção. Diante disso, sob a análise do documentário “A Lei da Água”, infere-se que a recente modificação realizada no Código Florestal contribui para o aumento degradação ambiental e, consequentemente, a ameaça da vida no planeta.
Ademais, evidencia-se que a busca pelo aumento de concentração de riquezas, como consequência do capitalismo, contribui para a falta de consciência ambiental. Antes de tudo, é preciso considerar que a natureza detém das principais fontes necessárias para a subsistência humana. Sob essa ótica, cabe destacar que a matriz econômica brasileira baseia-se, principalmente, na dependência de commodities para atender o mercado internacional, de tal modo que a obtenção destes perpassa pela exploração dos recursos naturais. Diante disso, evidencia-se cada vez mais o empenho antrópico na degradação do meio ambiente a fim de satisfazer interesses econômicos.
Em suma, diante dos argumentos citados, é prudente a elaboração de medidas que mitiguem tal problemática. Portanto, cabe ao Poder Legislativo a elaboração e a regulamentação de leis mais rígidas que apoie a preservação ambiental, com o objetivo de diminuir a ação do homem e as consequências da degradação ecológica. Por fim, torna-se necessário uma ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação a realização de investimentos nas universidades brasileiras para o desenvolvimento de técnicas que preservem o meio ambiente, a fim de garantir um ambiente sustentável às gerações futuras.