A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 13/06/2021

Durante a primeira fase do Romantismo no Brasil, os escritores, frequentemente, abordavam em seus textos o tema natureza, exaltado e valorizado suas belezas. Contudo, essa devoção ao meio ambiente ficou restrita apenas as páginas dos poemas, visto que na prática o enredo da história é marcado pela falta de consciência ambiental. Nesse contexto, é válido analisar como o sistema capitalista e a alienação por parte da população contribuem para a manutenção dessa problemática.

Diante desse cenário, é importante compreender como os modelos econômicos influenciam na destruição das florestas brasileiras. Nesse sentido, com a consolidação do capitalismo como sistema econômico, uma nova ordem mundial foi estabelecida, a buscar constante por lucros, o que, segundo o economista Hugo Penteado, resultou na separação de duas variáveis, o homem e a natureza. Dessa forma, em nome do progresso econômico, os indivíduos deixaram de medir o peso de suas ações sobre a natureza e avançaram na derrubada e na queimada de áreas florestais para a construção de casas e de pastagens. Assim, a ausência de uma consciência ambiental, ou seja, entender que a sobrevivência dos ecossitemas depende do coletivo, culminou na quase que complentar devastação de biomas inteiros, como a Mata Atlântica que teve mais de 80% de sua cobertura original destruída, devido ao avanço do agronegócio.

Aliado a isso, a alienaçaõ social também é responsável pelo descuido com o meio ambiente. A filósofa alemã Hannah Arendt, em “A Banalidade do Mal”, refletia sobre o resultado do processo de massificação da sociedade, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alucinados e aceitando situações sem questionar. O pensamento da filósofa está relacionado ao contexto de alienação da sociedade brasileira, no qual os sujeitos sociais se calam diante das agressões sofridas pelas florestas e matas verde-amarela, desconsiderando a importância de determinadas questões, como a consciência ambiental. Desse modo, é essencial superar esses paradigmas que tanto prejudicam a fauna e flora do país.

Diante dos fatos supracitados, é notório observar que a falta de consciência ambiental está ligada a fatores econômicos e sociais. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente- órgão que tem a função de assessorar o presidente da república- deve, por meio de parcerias com o Ibama e policias locais, aumentar as fiscalizações em áreas florestais, sobretudo onde é visível o avanço do agronegócio, a fim de evitar a devastação dessas áreas pela ganância do capitalismo. Ademais, compete a mídia, por meio de campanhas, chamar a atenção da população para as agressões sofridas pela natueza, com o intuinto de retirar os indivíduos da condição de alienação.