A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/06/2021

Na Inglaterra, no início dos anos 50, como consequência da poluição promovida pela forte atividade industrial do período, Londres, capital britânica, foi coberta por uma névoa espessa e tóxica, que deixou milhares de mortos e feridos, além de ter causado um grave abalo econômico e ambiental. Hodiernamente, esse fato histórico é análogo ao panorama nacional, uma vez que a ineficácia do Estado em regulamentar as relações entre homem e a natureza, culminam na falta de consciência ambiental, que se reflete de forma negativa para toda a sociedade.

Primordialmente, vale pontuar que desde o princípio da civilização humana, o homem estabeleceu relações diretas com a natureza. Assim, conforme a progressão das civilizações, caracterizada pela intensificação da poluição e da exploração de recursos naturais, cabe ao Estado promover a percepção das relações humanas com o meio ambiente. Entretanto, atualmente, os órgãos governamentais falham na gestão da consciência ecológica da população. Nesse sentido, o filósofo Zygmunt Bauman, disserta em “Globalização e as Consequências Humanas” que a sociedade caminha para uma desordem mundial, causada pela falta de controle estatal. Sob essa óptica, a incompetência das autoridades governamentais em criar e aplicar leis que garantam a conscientização, tem como conseqüência o descaso, a desordem e a destruição ambiental.

Como efeito, tendo o Estado falhado em conscientizar e tolher a população em relação ao meio ambiente, percebe-se, na sociedade brasileira, a constante agressão voltada às riquezas naturais do país, o que representa danos não só para os biomas, mas para o planeta como um todo. Dessarte, em setembro de 2019, a Amazônia, maior floresta tropical do mundo, registrou cerca de 17.750 focos de incêndio, número este que aumentou em cerca de 45% em 2020. Destarte, as queimadas na Amazônia, possibilitadas pela quase inexistência da consciência ambiental, influenciam em diversas catástrofes ambientais pois, além de acarretar danos a fauna e a flora, também afeta diretamente a população ao diminuir a qualidade do ar, da água e promover o desequilíbrio ecológico.

Dessarte, somente por meio da educação da população, promovida pelo Governo Federal, o cenário da incultura ambiental em questão no Brasil poderá ser revertido. Para isso, faz-se necessário a criação e agregação dos Estudos das Relações Ambientais à Base Nacional Comum Curricular do ensino Médio e Fundamental, por meio do Ministério da Educação, com o intuito de pontuar o valor do equilíbrio ecológico para o bem-estar nacional. Desse modo, a partir do ensino sobre equilíbrio ambiental e sustentabilidade aos jovens, será promovida a conscientização da sociedade brasileira, de forma a assegurar que catástrofes como aquela ocorrida no Reino Unido nos anos 50, não se repitam no Brasil.