A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 23/06/2021

A partir da Primeira Revolução Industrial, no século XVIII, a demanda por matéria-prima aumentou de tal forma que a exploração desse recurso tornasse-se frequente, de modo a intensificar os impactos ambientais gerados pelo homem. Analogamente, no Brasil, a sociedade padece concomitantemente sob a falta de consciência ambiental, de maneira que tais hostilidades estão intimamente ligadas com o passado histórico do desenvolvimento industrial. Destarte, dois alicerces tornam- se fundamentais na consolidação de tal problemática: a má fiscalização do Poder Público e a falha do sistema educional .

Nesse ínterim, o Governo é um dos principais responsáveis pelo agravamento do desmatamento em território nacional, uma vez que de acordo com o g1.com, ocorre a ausência de uma punição efetiva, como altas multas, em relação aos indivíduos envolvidos na realização dessas práticas intoleráveis. Em outras palavras, segundo Marina Silva, política brasileira, o Governo brasileiro é omisso quando o assunto é cobrar multas proporcionais aos crimes ambientais, o que leva diversas pessoas a não temer a justiça quando pratica um ato ilegal contra a natureza. Um exemplo que concretriza esse fato, é do próprio Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que disse em uma das reuniões que com a imprensa focada na COVID-19, é hora de “ir passando a boiada”, de forma que seja um momento oportuno para desmatar.

Outrossim, é notório a ineficiência do aparato institucional na garantia dos direitos humanos, sobretudo o da educação, ao contrário do que foi promulgado na Constituição de 1988. A evidência desse cenário se dá pela falta da conscientização de muitos estudantes por parte das escolas à respeito da importância da preservação ambiental e debates que estimulem o senso crítico dos cidadãos acerca do crime ambiental e suas consequências, além do incentivo ao reflorestamento. Logo, é inadmissível que em um país de alta taxa tributária, o Estado não invista em palestras educacionais nas instituições.

Portanto, em vista dos paradigmas supracitados, urge ao Governo, como principal órgão público, promover o funcionamento efetivo das leis ambientais, por intermédio de altas multas aos culpados pelo desmatamento, além da maior disponibilidade de verbas para instituições de ensino. Espera- se com isso, que o Brasil se distancie das eventualidades ocorridas no passado histórico da Revolução Industrial.