A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 09/07/2021
A Agenda 21 foi um documento assinado, em 1992, por diversos países na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento em prol de um planejamento de equilíbrio entre o corpo social e o setor público a fim de alcançar um desenvolvimento sustentável. Diferentemente do esperado, o Brasil foi palco de grandes tragédias ambientais, tais como o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais. A partir desses desastres e diversos outros, é visível que a maior preocupação do ser humano é a obtenção de lucros sobre a -submissa- natureza, tida como inesgotável diante da visão negligente e egocêntrica da humanidade.
Em primeiro plano, remetendo-se a ideia de desgaste ambiental, o Relatório de Brundtland, documento também conhecido como “nosso futuro comum”, enfatizou problemas ecossistêmicos como aquecimento global, destruição da camada de ozônio, entreoutros. Assim, destacou a necessidade de uma nova relação “ser humano-meio ambiente” diante da incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo atuais. Entretanto, o Governo Brasileiro apresenta uma Bancada Ruralista com grande representatividade nas políticas ambientais e, por conseguinte, defende pautas pouco preservacionistas. Diante disso, vê-se que o poder que esse grupo detém é, infelizmente, direcionado à flexibilização de leis ambientais, corroborando, mais uma vez, para a degradação do meio ambiente.
Ademais, vale citar o filósofo alemão Hans Jonas, o qual por meio da obra “O Princípio da Responsabilidade” disserta sobre como as novas tecnologias contribuem para o uso desenfreado de recursos naturais. Na visão de Jonas, a crise do meio ambiente é fruto da falta de uma conduta ética estruturada por parte dos seres humanos, os quais são responsáveis pela garantia de manutenção da natureza para a exisência e o bem-estar de futuras gerações. Porém, os indivíduos apenas demonstram preocupação com o momento atual, e não futuro, exibindo assim, uma consciência invidualista e egocêntrica, o que além de trazer consequências ambientais, traz consequências políticas e econômicas, uma vez que muitos países preservacionistas se negam a participar de acordos internacionais com países de leis ambientais flexíveis.
Em suma, nota-se que o olhar negacionista da humanidade diante da limitada natureza intefere nos mais variados âmbitos de uma nação. Isto posto, é crucial que ONGs socioambientais apoiem a candidatura de líderes ligados ao discurso ambiental por meio de recursos financeiros e divulgações, a fim de organizar uma Bancada Ambientalista que lute e apoie a causa da preservação e consciência ambiental.