A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 02/07/2021

A Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, possibilitou um enorme avanço no desenvolvimento de máquinas a vapor e na criação de estratégias de produção, o que gerou um aumento no número de indústrias existentes até então. Por conta desse processo, observou-se o surgimento de um problema social intensificado a cada dia: a falta de consciência ambiental no Brasil, haja visto as consequências ecológicas desse engrandecimento comercial. Essa alarmante situação deriva não só da ineficiência do Estado, mas também do inconsequente pensamento de ganhar dinheiro a qualquer custo que permeia a sociedade.

Em primeira análise, é nítido a parcela de culpa que o Governo tem no que tange à negligência ambiental. De acordo com artigo 225 da Constituição Brasileira de 1988, impõe-se ao poder público o dever de defender e preservar o meio ambiente. Nessa lógica, os governantes não cumprem com suas responsabilidades, visto que não há uma fiscalização eficiente que preserve o meio ambiente e que prenda aqueles que não respeitam a lei nacional. Dessa forma, essa circunstância torna-se um obstáculo no que se refere a proteção e preservação da natureza no Brasil.

Ademais, é notório que a população tem uma postura que corrobora para a manutenção de problemas nos diversos ecossistemas presentes no território brasileiro. Segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, “o maior errro que o homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Nesse sentido, a sociedade vai de encontro com o raciocínio do pensador, uma vez que suas atitudes, dentre elas o desmatamento, a construção de usinas nucleares e a venda de carros movidos a combustíveis fósseis, tem como objetivo principal a obtenção de lucros, derivadas da lógica capitalista. Desse modo, os indivíduos tomam decisões sem pensar nas possíveis consequências que elas podem ter, criando um sinal de alerta para a comunidade.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham a combater a falta de consciência ambiental no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, melhorar a fiscalização, por meio da aprovação de projetos de lei que punam, veementemente, aqueles que infringirem qualquer norma brasileira. Paralelo a isso, cabe também ao Ministério da Educação, melhorar o pensamento e as ações dos cidadãos, através da criação de uma matéria na grade curricular nacional, a qual deverá ter carga horária de 100 minutos semanais, que instrua as crianças a serem conscientes e a cuidarem da natureza. Ao fazer isso, espera-se ter uma sociedade mais atenta às questões ambienteias, fazendo com que a Revolução Industrial tenha suas consequências amenizadas.