A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 05/07/2021
Em 2021, o Canadá demonstrou os impactos da mudança climática: seu território alcançou a temperatura de quase 50 graus celsius durante seu verão, provocando a morte de mais de 500 pessoas. Tal acontecimento, fruto do aquecimento global, comprova a falta de consciência sobre o panorama ambiental e a escassa busca de soluções pela população para essa categoria de problemática. Assim, esse baixo cuidado dá-se, principalmente, pelo desinteresse governamental na questão sustentável, tendo como efeito a degradação da natureza disponível futuramente.
Em primeira análise, destaca-se a negligência estatal em proporcionar medidas de preservação ambiental como um dos fatores da baixa consciência do povo. Um exemplo disso são as declarações governamentais negacionistas sobre as queimadas na Amazônia em 2020, contrariando as acusações de crise ambiental e rejeitando o enfrentamento dessa questão. Nesse viés, tal posicionamento tomado pelas autoridades nacionais propaga a inobservância para a sociedade brasileira, convertendo-se na adoção de ações insustentáveis para o meio, como a retirada da cobertura vegetal e o gasto demasiado de água. Dessa forma, é urgente que o governo tome medidas coerentes, por meio de políticas governamentais, em relação à atual situação ambiental.
Ademais, a falta de consciência repercute em ações degradantes para o meio na posterioridade. Conforme o eminente teórico alemão Hans Jonas, o futuro pode deixar de existir caso não agirmos com responsabilidade com o presente. De maneira análoga, nota-se que a baixa atenção com a questão ambiental pode resultar na inexistência de um meio ambiente sadio para as futuras gerações. Logo, são necessárias ações que discutam a imprescindibilidade do cuidado com a natureza visando ao bem estar do planeta no decorrer do tempo.
É urgente, portanto, conscientizar a população no Brasil acerca da questão sustentável. Para isso, torna-se fundamental que o Ministério do Meio Ambiente, em colaboração com o Ministério da educação - órgãos públicos responsáveis pela execução de políticas e propostas em suas áreas -, insiram o ensino da importância da natureza para a sociedade atual dentro da grade curricular do ensino primário, por meio de oficinas e práticas lúdicas, a fim de estabelecer o conhecimento e a propagação de tal para as próximas gerações. Com essa medida, evitar-se-á o acontecido no Canadá e propiciar-se-á o desenvolvimento sustentável com cuidado.