A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 10/07/2021
Durante a Conferência de Estocolmo, em 1972, a ONU - Organização das Nações Unidas- discutiu a preservação do meio ambiente. Entretanto, o Brasil, durante a Ditadura Militar, afirmou que priorizaria o desenvolvimento econômico e depois lidaria com a poluição gerada. De maneira análoga a isso, observa-se a falta de consciência ambiental presente até os dias atuais no país, causada pela precariedade educacional e pelo consumismo exacerbado.
Em primeiro plano, pode-se destacar que a educação ambiental é fundamental para a formação de indivíduos que saibam preservar os recursos naturais. Em contrapartida, tal assunto é pouco debatido nos ambientes escolares, já que há uma falta de profissionalização específica dos professores, acarretando em metodologias pouco atrativas e ultrapassadas. Desse modo, os alunos se desinteressam em relação ao aprendizado e crescem sem a consciência necessária para amenizar essa problemática.
Ademais, é notório que o consumismo -ato de comprar excessivamente e sem necessidade- tem aumentado a cada dia mais no Brasil, alimentado pelas grandes marcas e suas mídias. Consoante a isso, conforme a Abrelpe - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais- mais de 40% do lixo produzido pelo consumo em massa é descartado de forma incorreta, confirmando a falta de cuidado com o meio ambiente e prejudicando-o.
Destarte, com o fito de reduzir tais impactos e conscientizar a população, as escolas devem promover aulas mensais sobre preservação e consumo correto, através de filmes e vídeos lúdicos, que incentivem a participação dos jovens. Além da realização de divulgações midiáticas para maior alcance de pessoas. Dessa forma, será possível mudar a mentalidade brasileira apresentada durante o período ditatorial e assegurar uma convivência mais harmônica com a natureza.