A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/07/2021
Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituente - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o bem-estar e o meio ambiente como valores supremos de uma sociedade fraterna. Tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a falta de consciência ambiental em questão no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Atribuem-se a isso dois fatores principais: a falta de investimento em projetos de preservação ambiental e a carência de conhecimento.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de investimento em projetos de preservação ambiental. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o meio ambiente, o que é evidente no país. Nesse sentido, é nítido a falta de investimento governamental, pois na realidade ainda existem muitas regiões desmatadas e a superexploração contínua.
Ademais, é fundamental apontar a carência de conhecimento como impulsionador da inconsciência ambiental no Brasil. Nessa perspectiva, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa da ausência de conhecimento: se as pessoas não tem acesso à informação séria sobre o meio ambiente, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do desmatamento. Diante de tal exposto, é fundamental que as pessoas tenham conhecimento sobre a natureza, para que não tenha grandes consequências no futuro, como por exemplo: o aquecimento global que tem se intensificando cada vez mais.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a falta de consciência ambiental em questão no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação e o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas, construam novas escolas e façam projetos para conscientizarem a comunidade a respeito da inconsciência ambiental, para que toda sociedade tenha acesso à informação. Assim, será consolidada uma população mais consciente, em que o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.