A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 04/08/2021

Dotado de consciência, o ser humano é o único animal que carrega consigo o entendimento de sua finitude. E foi também por meio de sua racionalidade que desenvolveu artifícios para perpetuar sua espécie ao longo dos séculos. Entretanto, durante as últimas décadas, a capacidade humana pareceu caminhar no contrafluxo de preservação da vida. Um exemplo emblemático dessa inversão de prioridades é a falta de consciência ambiental, cujas principais causas estão ligadas à fiscalização insuficiente da proteção ao meio ambiente e à ascensão do pensamento individualista.

Em primeito plano, a falta de fiscalização configura a causa central do problema apresentado, pois permite que práticas danosas ao planeta sejam perpetuadas e que destruam ecossistemas essenciais para a manutenção do equilíbrio no meio ambiente. Segundo o índice  de desenvolvimento ambiental,  elaborado pela Universidade de Yale, foram avaliados 180 países no ano de 2.020 para compor um Ranking de sustentabilidade, e entre eles estava o Brasil, que ficou em 55º. Desse modo, fica denunciada a conduta deficiente dos órgãos governamentais de proteção em conter os danos à vasta biodiversidade que compõe o país.

Além disso, o fortalecimento do individualismo no mundo contemporâneo é um importante impulsionador da questão mencionada, pois imprime o pensamento egocêntrico em detrimento do bem comum e faz com que os seres humanos continuem explorando os recursos naturais para lucros financeiros e comodidade. Assim, apesar de conhecerem a dimensão dos impactos, não preocupam-se com as consequências de esgotamento que podem acarretar para futuras gerações.

Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por meio da abertura de concursos públicos,  ampliar a estrutura de fiscalização ambiental . Logo, fiscais ambientais seriam recrutados para atuar em todo o território brasileiro e a ampliação dessas equipes teria a finalidade de punir um número maior de responsáveis por danos ao meio ambiente. Ademais, os profissionais aplicariam multas acompanhadas  da convocação desses infratores para serviço comunitário em projetos de sustentabilidade.

Assim, os brasileiros não só reciclariam hábitos nocivos à natureza, como também garantiriam o futuro da própria existência.