A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 09/08/2021

“Lorax” é um filme que retrata uma sociedade distópica, a qual se origina pelo descaso populacional perante as questões ambientais em benefício do avanço econômico. Nesse contexto, essa negligência transpassa a ficção e torna-se presente na realidade atual. Tendo a mesma causa vista no filme, caracterizada pelo viés econômico de raízes históricas, a falta de consciência diante da temática ambiental é responsável pelo surgimento de preocupações com o iminente esgotamento dos recursos naturais. Assim, torna-se fulcral a remediação da problemática para poupar as gerações futuras.

A princípio, é importante ressaltar a carência de empatia ambiental devido às questões econômicas. Nesse viés, a humanidade tem seu cerne voltado à economia desde os primórdios de sua existência, entretanto, com um objetivo de subsistência. Foi com a Revolução Industrial do século XVIII, que o contexto histórico se modificou e com ele o pensamento social, o qual, então, passou a se concentrar no progresso das atividades econômicas almejando o lucro. Dessa forma, a ganância se configurou no comportamento humano, que passou a se importar mais com o capital do que com os recursos naturais, configurando seu desleixo perante o meio ambiente.

Outrossim, é notório salientar os alertas quanto a questão ambiental às próximas gerações. Nessa conjuntura, essa escassa responsabilidade populacional resulta em impactos como aquecimento global, chuvas ácidas e a destruição da camada de ozônio, os quais se propagam vigorosamente e podem ferir a garantia de um mundo próspero à vida futura. Análogo a isso, tem-se o Relatório de Brundtland, intitulado “Nosso Futuro Comum”, que no ano de 1987 propôs a implementação do desenvolvimento sustentável, naquela época já preocupado com a possível carência de recursos naturais, contudo, tal ideia não é devidamente aplicada atualmente. Portanto, quanto maior a displicência em relação à natureza maiores serão os danos para a população subsequente.

Dessarte, é imprescindível a reversão de tal empecilho visto sua influência na qualidade de vida humana. Para um avanço socioambiental, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela proteção e recuperação do meio ambiente, fiscalizar a devida implantação de políticas de sustentabilidade nas diversas atividades econômicas, por intermédio de levantamentos mensais relacionados à quantidade de matéria prima utilizada e de dejetos descartados por cada empresa. Assim, visando uma sociedade mais distante possível daquela observada em “Lorax”.