A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 09/08/2021

Com a ocorrência da Revolução Industrial, no século XVIII, o homem adquiriu a capacidade de destruir massivamente a natureza, em prol de seu enriquecimento, sem medir as consequências dessa exploração. Nesse sentido, nota-se, na contemporaneidade brasileira, a mesma falta de consciência ambiental do homem moderno, não só devido à negligência estatal, como também à carência de conhecimento da população. Logo, é importante compreender o entrave para resolvê-lo e disseminar a responsabilidade pela natureza.

Vale destacar, a princípio, a imprudência governamental como agravante às destruições do meio natural. Nessa lógica, de acordo com a Constituição de 1988, é dever do Estado defender e preservar os ecossistemas para as futuras gerações. Observa-se, no entanto, o descumprimento desse documento, ao passo que existe pouco investimento em fiscalizações e no combate ao desmatamento em biomas. Isso pode ser visto no discurso do presidente Bolsonaro que, em 2019, negou grandes tragédias na Amazônia e no Pantanal. Além disso, o presidente incentivou as queimadas direcionadas à expansão agropecuária no Arco do Desmatamento, localizado no sul da Amazônia e, consequentemente,não cria medidas para minorar essa destruição. Desse modo, urge que o Estado faça a supervisão das regiões ameaçadas para minorar o problema e difundir a consciência ambiental.

Convém ressaltar, ainda, a falta de conhecimento da população em relação à importância do ambiente. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Francis Bacon, só é possível vencer a natureza obedecendo-lhe. Entretanto, a sociedade brasileira não possui a consciência necessária para explorar os biomas de maneira sustentável, resultando em seu deflorestamento, tal qual é visto em ações gananciosas de garimpeiros e madeireiros, que desconsideram o desequilíbrio ecológico decorrente. Outrossim, ainda é possível citar a agricultura familiar no Amazonas, em que há a queima do solo para fertilização e, após o plantio intensivo, imigra-se para outras áreas, repetindo o processo. Dessa maneira,o governo deve divulgar cursos para orientar o uso sustentável dos recursos naturais pelo povo.

Diante dessa problemática, constata-se, portanto, a urgência em lapidar as políticas de supervisão ambiental e difundir a educação sobre desenvolvimento sustentável. Cabe, nesse viés, ao Ibama preservar os biomas brasileiros , por meio do aumento da fiscalização nas regiões mais ameaçadas, investindo na contratação de agentes qualificados e compra de meios de transporte mais eficientes, de modo a diminuir a depredação da natureza. Ademais, é função do Ministério da Educação criar e divulgar cursos para orientar o manejo apropriado das terras. Assim, será possível tornar a população consciente e aprimorar a proteção aos ecossistemas, diferentimente dos atos da Revolução Industrial.