A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 09/08/2021

Na toada “Amazônia Santuário Esmeralda”, lançada em 2003, o intérprete David Assayag clama por consciência ambiental e cita que preservar a natureza é preservar o próprio homem. Não distante da década da música, é fato que o clamor apresentado ainda se faz necessário no cenário atual, uma vez que a falta de consciência acerca da problemática do meio ambiente é cada vez mais fomentada pela omissão governamental em relação à destruição dos recursos naturais do Brasil e do silenciamento de organizações que visam a preservação do que nos mantêm vivos. Logo, é imprescindível a discussão acerca das origens e consquências de tal desinformação.

Primeiramente, vale ressaltar que, no ano de 2019, a Amazônia Legal teve a maior área desmatada em 10 anos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Tal informação sobre os dados apresentados foi omitida pelo presidente Jair Bolsonaro, que também omitiu o corte de R$60 milhões que seriam usados no combate ao desmatamento das florestas. O ato de não trazer a conhecimento público essas informações a respeito do meio ambiente, acaba por fomentar ainda mais a ignorância do povo que o presidente lidera. Sem a sinceridade das autoridades, é cada vez mais inacessível a ideia de viver em um país democrático e que se preocupa com a educação e conscientização do povo, visto que os mesmos não têm conhecimento sobre o que acontece dentro da própria região. Sendo assim, vê-se o perigo da desinformação na sociedade impulsionada pela falta de transparência das autoridades.

Ademais, pode-se notar, ainda, que o silenciamento e a falta de investimentos em organizações que trabalham com o objetivo de preservar o meio ambiente pode agravar ainda mais a destruição dos recursos naturais, pois, sem verba, não é possível realizar um trabalho de tamanha dimensão e importância. Urge também, destacar que, em 2019, o ex-ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, bloqueou 95% da verba destinada a projetos de controle do clima. O bloqueio do ex-ministro faz parte do projeto de retirar o Brasil do Acordo de Paris, que tem o objetivo de conter o avanço do aquecimento global. Com isso, percebe-se tamanha negligência com o meio ambiente, o que reflete na falta de consciência e consequentemente, o avaço contínuo da problemática.

Logo, faz-se necessária atuação conjunta das organizações não governamentais e dos veículos midiáticos na dissolução dessa conjuntura. Por meio de canais midiáticos, urge que as ONGs promovam campanhas e palestras que estimulem o senso crítico da sociedade perante as causas ambientais, a fim de garantir o ativismo necessário para a preservação dos recursos naturais. Enfim, será possível viver uma realidade distante da toada de David.