A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 09/08/2021

Segundo o jornalista espanhol José Ortega y Gasset ‘‘Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca , eu não me preservo’’. Sob essa óptica, há no Brasil a falta de consciência ambiental como uma problemática de extrema importância e que necessita de atenção. Nesse sentido, o capitalismo que permeia a mentalidade de alguns brasileiros, aliado a um governo negacionista aos problemas ambientais recorrentes, dificulta a disseminação da preservação ambiental. Destarte, é imperativo que as ONGs em sinergia com as empresas privadas unam esforços para mitigar esse empecilho.

Primordialmente, convém pontuar que o sistema capitalista, no qual a população está inserida, contribui maciçamente para o consumo desenfreado. Nesse contexto, vale citar a máxima do economista Adam Smith ‘‘O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção’’. Nessa perspectiva, é notório que a sociedade autal é regida pelo consumismo disseminado pelas mídias e que leva a um uso desenfreado dos recursos naturais. Tal fator vai ao encontro da falta de consciência ambiental no Brasil. Logo, diante desse cenário, tem-se um grande desafio, cujo os atores sociais devem buscar meios para minimizá-lo.

Ademais, o lapso do governo em priorizar medidas eficazes para amenizar a destruição do meio ambiente, bem como a implantação de projetos voltados para preservação, motiva as pessoas ao negacionismo ambiental. Nessa óptica, a situação de descaso que o Estado tem com a questão ambiental, pode ser explicada pela teoria “Anomia social" do sociólogo francês Émile Durkheim, já que é bastante controverso o fato do Brasil ser um país em desenvolvimento e não dispor de um plano eficaz para despertar a consciência ambiental da população. Dessa forma, faz-se necessário que os órgãos públicos mudem sua posição em relação ao problema em questão, a fim de fortalecer o ideal de preservação do meio ambiente.

Depreende-se, portanto, que o tema abordado é de suma importância e precisa de mudanças. Diante disso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente juntamente com ONGs minimizarem a problemática em debate por meio da criação de uma propaganda que mostrará os desastres ambientais, como o assoreamento de rios, ocasionados pela falta de consciência, que será veiculada em escolas e nas redes sociais a fim de incentivar a mentalidade de preservar a natureza na população. Desse modo, ter-se-á uma sociedade mais harmônica e que de maneira análoga a Ortega, cuidará dos seus arredores.