A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 09/08/2021

“A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a ganância”. Essa afirmação, do líder pacifista indiano Mahatma Ganghi, leva a uma reflexão a respeito dos limites da exploração ambiental, tema que, em contraste com a importância que carrega, gera pouca preocupação da sociedade. Isso ocorre por conta principalmente da banalização da crise ambiental e da falta de acesso de parte da população a uma educação capaz de promover a consciência ambiental . Logo, para que os problemas ambientais despertem atenção, faz-se necessário reverter esse cenário.

Primeiramente, impactos ambientais são frequentemente noticiados em jornais e são tema de diversas reportagens. Eles, no entanto, não despertam a preocupação das pessoas, que não veem sua solução como algo que deva ser responsabilidade de todos. Nesse contexto, nota-se que a sociedade se tornou habituada ao problema, e por isso não se esforça para combatê-lo. Essa situação pode ser explicada a partir da “Atitude Blasé”, termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no livro “The Metropolis and Mental Life”, e ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Dessa forma, faz-se necessário tirar as pessoas de sua zona de conforto para que adquiram consciência ambiental.

Ademais, a falta de uma educação de qualidade para todos os brasileiros impacta diretamente na maneira como a população vê a questão ambiental. Nesse contexto, uma educação ineficiente é incapaz de levar os cidadãos a refletirem sobre como os problemas ambientais afetam suas próprias vidas e constituem um perigo para a sobrevivência das gerações futuras, além de não conseguir orientá-los corretamente a respeito do que podem fazer para mudar o cenário atual. Nesse viés, de acordo com os iluministas Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação dos cidadãos. Dessa maneira, para que as pessoas se tornem conscientes, é preciso que a elas seja fornecida uma educação de qualidade.

Tendo em vista o exposto, urge que medidas sejam tomadas para auxiliar no desenvolvimento de uma  consciência ambiental pela população brasileira. Sob essa ótica, é imprescindível que o Ministério da Educação, órgão responsável por promover a educação no Brasil, ponha em prática reformas educacionais que visem melhorar a forma como são discutidos os problemas ambientais nas escolas. Isso deverá ser feito por meio de discuções com professores, ambientalistas e outros profissionais, que decidirão a maneira mais eficiente de pôr essa nova concepção de educação em prática, levando os alunos a saírem de suas zonas de conforto e se converterem em agentes das mudanças.