A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 09/08/2021
O filme “Wall-E”, vencedor do Oscar de melhor animação, retrata um futuro distópico em que os humanos desabitam a Terra devido ao enorme acúmulo de dejetos e à poluição extrema. Paralelamente, a realidade brasileira percorre caminhos semelhantes aos da ficção, visto que a falta de consciência ambiental é uma forte questão, no Brasil, causada pela busca do superávit. Logo, gera uma forte degradação ambiental, exigindo maior visibilidade pelo poder público.
Nesse viés, vale salientar que a falta de consciência ambiental em questão está, fortemente, associada à busca pelo superávit econômico. Malgrado a sobrevivência humana seja dependente dos recursos naturais, sua relação é desarmônica, porque o sistema capitalista exige uma alta exploração de matéria-prima, desde a instauração do mercantilismo no século XIV. Consequentemente, a competitividade, no cenário internacional, torna-se maior a partir do volume de exportações de cada país. Sob esse prisma, é imprescindível citar o ideal de Karl Marx, expresso em sua obra “O Capital”, ao afirmar que ele é o motor da sociedade e a luta de classes, da história, relacionando a ganância lucrativa à ausência de preocupação ecológica. Observam-se, assim, as raízes de abuso capitalista associado ao ambiental, aumentando a competição exploratória.
Por conseguinte, essa questão da carência de precaução ecossistêmica gera uma forte degradação em várias esferas ambientais. Nesse ínterim, vale destacar o perigo associado a práticas de desmatamento e queimadas, pondo em risco a produção de oxigênio disponível na atmosfera e a conservação da biodiversidade. Embora tais ações facilitem a produção de bens materiais, o abuso pode levar ao esgotamento de biomas brasileiros como Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Ante esse espectro, é fulcral mencionar a Conferência de Estocolmo, de 1972, que contou com a partipação canarinha e tinha o objetivo de conscientizar a população sobre o meio ambiente e resguardá-lo para a próxima geração, destacando o descumprimento do tratado. Destarte, a negligência tanto do Estado quanto da população é nociva à manutenção da natureza, pondo em risco equilibrio ecológico terrestre.
Em vista do exposto, medidas são necessárias para combater esse impasse. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente elaborar planos de freio ao desmatamento e à exploração dos biomas brasileiros. Isso será feito a partir de reuniões de ambientalistas e engenheiros da área, criando áreas de preservação e mecanismos de fiscalização rigorosa em suas fronteiras. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação informar à população os riscos da falta de consciência ambiental, ensinando-a a conservá-lo. Desse modo, realizar-se-ão tais ações, a fim de mitigar os danos aos ecosssistemas tupiniquins e educar a sociedade sobre o assunto, distanciando a realidade brasileira do filme “Wall-E”.