A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 12/08/2021
Gregório de Matos, poeta luso-brasileiro, ficou conhecido como “Boca do Inferno”, por denunciar, de maneira ácida, os problemas que assolavam o século XVII. Sob essa óptica, talvez, hoje, ao se deparar com a escassez da consciência ambiental no Brasil, o autor produziria críticas a respeito, uma vez que esse entrave precisa ser mitigado, pois ele compromete o bem-estar social, além de intensificar os prejuízos ao meio ambiente. Destarte, é mister assentir que a consolidação do capitalismo no corpo social, adjunto à falta de campanhas que atenuem os impactos ambientais e despertem um senso de consumo sustentável nas pessoas, são os fatores que colaboram para a cristalização desse revés.
Em primeira instância, é fulcral anuir que o meio ambiente vivencia um cenário excruciante, no qual é vítima de constantes práticas predatórias, além da perca de fauna e flora em virtude dos grandes avanços industriais. Nesse contexto, é explícito que essa realidade está relacionada ao desenvolvimento das relações capitalistas no corpo social, haja vista que a ideologia do capitalismo se enraizou na sociedade, logo passando a condicionar os comportamentos humanos, assim fazendo esses se voltarem apenas no crescimento econômico, ignorando os efeitos das suas ações. Ademais, há como exemplo, o processo de urbanização do Brasil, o qual conseguiu formar imensos centros urbanos, contudo provocou o desequilíbrio ecológico e a redução da área verde do território brasileiro.
Em segunda análise, urge ratificar que a escassez de consciência ambiental entre os brasileiros é consequência da ausência de campanhas que visem disseminar as práticas de consumo sustentável e que conduzam os indivíduos a preservarem o meio ambiente. Sob esse viés, é necessário reconhecer a veracidade do “Determinismo”, o qual propõe que o corpo social molda as pessoas, para que essas reflitam em suas ações às características presentes na sociedade contemporânea. Dessa maneira, é plausível considerar que o panorama aflitivo atual é um reflexo da pouca relevância e respeito que a população tem com a natureza, assim evidênciando a necessidade de mudança, em prol da preservação do bem-estar coletivo e uma relação harmônica do homem com o meio.
Dessarte, para evitar um cenário semelhante ao século XVII, o qual era vítima de críticas da poeta Gregório de Matos, far-se-á que o Governo, enquanto instância máxima da administração executiva e responsável pela paz coletiva, promova campanhas publicitárias, as quais sirvam para desenvolver uma consciência ambiental, erradicando como práticas capitalistas errôneas que estimulam comportamento nocivos ao meio ambiente, mediante parcerias com os principais interlocutores de informações, fortificando o processo de conscientização entre os brasileiros. Desse modo, preservando a natureza e corroborando uma relação harmônica do homem com o meio.