A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 06/09/2021

A obra de Pero Vaz de Caminha intitulada como “A Carta” aponta, nos primórdios da colonização portuguesa de 1500, a bela paisagem vista pelos viajantes, os quais se entusiasmam pela significativa exuberância das terras  brasileiras, caracterizada por riqueza de detalhes naturais. Porém, a falta de consciência ambiental, nos tempos atuais da globalização, promove sérias consequências para a paisagem natural brasileira e alterações no ambiente ideal, fazendo-se necessária a mudança neste contexto.

Em princípio, a escola literária arcadista do Brasil - compreendida entre 1768 e 1808 - tinha como recorrência a abordagem da vida pastoril e buscava valorizar a natureza em seus textos. Certamente, a valorização do meio ambiente é garantida por direito na Constituição Federal, a qual o artigo 225 prega a imposição ao poder público de assegurar a defesa e a preservação ambiental. Para isso, é indispensável a ajuda e a consciência populacional.

Ademais, a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, aborda o modo como a seca promove a desumanização de uma população, altamente atingida pelas consequências do descuido ambiental. Esta realidade foi vista pelos brasileiros em novembro de 2015, no município mineiro de Mariana, com o rompimento de uma barragem que gerou 19 mortes. A tragédia teve como consequência diversos danos nos ecossistemas, e consequentes complicações para os indivíduos da região. Essas diversas consequências são frutos de uma sociedade com pouca compreensão ambiental.

Portanto, medidas são necessárias para evitar a falta de consciência ambiental. Para isso, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, devem incentivar o cuidado e a preservação ambiental, através da instalação obrigatória da Educação Ambiental nas instituições de ensino, com auxílio de palestras e produções audiovisuais para melhor associação, de modo que o meio ambiente seja um foco educacional desde o ensino fundamental.