A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/08/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu Artigo 5, a igualdade jurídica sem distinção de qualquer natureza, o que garante o direito à saúde e à segurança como inerentes a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se concretizado efetivamente à medida que se verifica a falta de consciência ambiental no Brasil. Nesse sentido, os problemas persistem devido à preponderância do silenciamento social e à falta de empatia, dificultando a universalização desses essenciais direitos sociais.
Em uma primeira análise, a falta de consciência ambiental é incitada por um fenômeno provocado pela ignorância popular, principalmente de jovens, a respeito do cenário brasileiro, onerada pela postura alienada da sociedade moderna, capaz de limitar a cidadania como uma luta pelo bem-estar social. Nesse viés, é mister ressaltar o pensamento de Jürgen Habermas – filósofo alemão - quanto a ação comunicativa, que consiste na capacidade coletiva de defender seus ideais e propor melhorias para a comunidade por meio da discussão civilizada, o que pontua o debate como uma verdadeira forma de de ação social. Deste modo, a ausência de debates eficazes, bem como exaltação midiática, compromete a cidadania como luta pelo bem-estar. Dessa maneira, é essencial que haja debates sobre essa temática, objetivando o fim do desconhecimento e do silêncio.
Em uma segunda análise, é fulcral reconhecer que a carência de empatia da sociedade contemporânea prejudica a ascensão da consciência social perante a vasta riqueza nacional. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman - estudioso polonês - defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, é pertinente afirmar que a tese do sociólogo é observada de maneira específica no contexto brasileiro, uma vez que há a falta de empatia da consciência social sobre os efeitos da preservação, principalmente, dos biomas brasileiros. Logo, para compreender tais problemáticas ambientais, é necessário priorizar o coletivo, não apenas o individual, posto que essa liquidez que influi a respeito da falta de consciência ambiental em questão no Brasil impede sua resolução.
Destarte, torna-se imprescindível a adoção de medidas a fim de solidificar políticas que visem ao combate a essa lacuna na consciência ambiental no Brasil. Assim, o Ministério da Educação e o Ministério do Meio Ambiente, devem, por meio de verbas públicas, intervir na realização de campanhas midiático-digitais, com o intuito de formar os jovens e os cidadãos quanto a legítima importância das questões ambientais, bem como promover debates acerca da temática. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.