A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/08/2021
Segundo a Constituição federal de 1988, documento juridico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito a saúde e a segurança como inerentes a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem-se reverberado quando se observa a falta de consciência ambiental no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização destes direitos sociais tão importantes. O problema é que muitos brasileiros não sabem do risco que isso pode ter na vida deles.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater as queimadas e o desmatamento, em certa parte decorrentes da falta de projetos de lei que inibam estes métodos. Nesse sentido o país fica sobrecarregado em ver soluções para solucionar tais problemas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde e a segurança, pois havendo cada vez mais desmatamento, haverá ainda mais casas e pessoas que possam ser atingidas pelas queimadas.
Ademais, segundo dados de pesquisas feitas pela Global Forest Watch, em 2019, o Brasil ficou em primeiro lugar no ranking mundial de desmatamento. Os problemas causados por tanta destruição são vistos nas queimadas, que avançam pela Amazônia, Pantanal e o cerrado. Segundo a coordenadora de Políticas Públicas do GreenPeace Brasil, Mariana Mota, ‘‘Os incêndios causados na floresta amazônica não são resultados de um fenômeno natural, mas frutos da ação humana, sendo uma das principais ferramentas utilizadas para o desmatamento’’.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindivel que o Governo do Brasil, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por intermédio de palestras online com especialistas da área e campanhas em programas de rádio e televisão mostrem situações de queimadas e seus riscos para a vida dos humanos e de animais, a fim de amenizar os problemas causados pelo desmatamento. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, onde o Estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’’, tal como afirma John Locke.