A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 19/08/2021

O meio ambiente constitui tudo o que rodeia o ser humano. Ele está nas florestas, nos oceanos e até no ar que as pessoas respiram. A partir do período Neolítico, o homem aprendeu a plantar e criar animais para comer, além de usar suas peles como vestimenta. Nesse contexto, observa-se que desde os primóridios, o ser humano cultiva uma relação de manipulação da natureza, baseada nas suas necessidades. Todavia, essa relação se tornou abusiva, e em razão da falta de regulamentação ambiental e da alta produção de lixo, surge um problema complexo.

Em primeira análise, discute-se como a falta de regulamentação ambiental é uma causa latente do problema. Nos tempos que sucederam a Revolução Industrial, as máquinas passaram a liderar as produções, que dependiam pesadamente da queima do carvão mineral, emissor de metano. Essa substância é prejudicial à camada de ozônio, e o resultado disso é o aquecimento global, que aumenta gradualmente a temperatura do planeta e o transforma em um forno. Os impactos disso já se mostram presentes no derretimento das calotas polares e nos incêndios da Floresta Amazônica, segundo a BBC. A situação explicita a necessidade de uma reforma legislativa, que imponha limites nas liberações de gases pelas indústrias.

Segundamente, é importante atentar para a alta produção de lixo, presente na “Cultura do Descarte”. Essa tendência reina entre Fast-Foods como o “Mc Donald’s”, que entrega mais embalagens do que alimento em suas refeições. Depois que o indivíduo termina de comer, os “pacotinhos” vão fora após poucos minutos de utilidade. Hipoteticamente, se 1.000 pessoas comessem em um fast food por dia, no final de um mês terão sido pelo menos 30.000 copos plásticos e 30.000 embalagens jogadas fora. Esse número é assustador, e as consequências desse descarte desenfreado são debatidas no filme “Wall-E”, no qual a Terra se tornou inabitável por conta do lixo excessivo.

Portanto, uma intervenção se faz necessária. Para isso, o Governo Federal, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, deve promover uma reforma na legislação ambiental, tornando-a mais rígida. Dentre as inovações, deve ser criado um órgão que policie as emissões de gás metano na atmosfera pelas indústrias do país, a fim de impor um limite para evitar novos avanços do aquecimento global. Além disso, deve ser proposta aos restaurantes a utilização de utensílios reutilizáveis, que poderão ser lavados após o uso, da mesma forma que ocorre no A&W, um restaurante canadense. Com essas medidas, o Brasil servirá como inspiração a outros países na busca por mais sustentabilidade e proteção do meio ambiente.