A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 31/08/2021

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, por ser, assim como esse, composta por partes que interajam entre si. Desse modo, para se obter um pleno funcionamento do meio social é necessário mantê-lo igualitário e coeso. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, visto que a falta de consciência ambiental está cada vez mais presente entre a população. Isso é possível devido à desinformação, além da ganância favorecendo assim um cenário de iniquidade.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de informação como um dos principais responsáveis da falta de consciência ambiental no país. Segundo o filósofo Rousseau, “o homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado”. Nesse viés, a falta de esclarecimento aprisiona os cidadãos, uma vez que não possuem o conhecimento de como podem mudar os seus atos para que façam uso consciente dos recursos naturais. Sendo assim, esse hábito é passado de geração em geração, as quais permanecerão agindo da mesma forma. Dessa maneira, intensificando o desperdício desnecessário das riquezas naturais.

Ademais, a ambição emerge como fator determinante na falta de consciência ambiental no Brasil. Conforme o filósofo Demócrito, “o animal é tão ou mais sábio que o homem, conhece a medida de sua necessidade enquanto o homem a ignora”. Nessa perspectiva, depreende-se que motivadas a obter um maior lucro as empresas fazem o uso inadequado dos recursos naturais. Com isso, os consomem cada vez mais em menos tempo. Dessa forma, promovem a escassez das riquezas naturais e desregulam o funcionamento do meio ambiente.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigarem essa problemática. Para isso, é preciso que a mídia, como difusora de informação, por meio de propagandas e ficções engajadas informe a população de como suas atitudes podem prejudicar a natureza, e apresente maneiras de como podem mudar suas atitudes, de modo que impacte negativamente o menos possível o meio ambiente. Além disso, é imprescindível que o poder público, como regulador social, por meio do Ministério do Meio Ambiente, estabeleça leis que limitem a exploração e o uso dos recursos naturais, a fim de preservar a natureza e promover um bom convívio entre meio ambiente e o ser humano. Desse modo, contribuindo para a concretização do pensamento de Durkheim.