A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 31/08/2021
De acordo com a teoria contratualista de John Locke, o Estado deve cumprir os direitos e deveres propostos pela Constituição Federal, além de garantir que a população também os siga, a fim de estabelecer o bem-estar social. Entretanto, é possível afirmar que o papel estatal não é cumprido na modernidade, haja vista que a consciência sobre a preservação ambiental, prevista pela Constituição Federal de 1988, ainda é instável e esporádica na sociedade brasileira. Nesse sentido, fica claro que o negacionismo estatal e os ideais capitalistas corroboram com o agravamento dessa conjuntura.
Diante do cenário exposto, é válido ressaltar a influência da negligência do Estado na questão da falta de consciência ambiental no Brasil. Devido à cultura do negacionismo científico que é adotada pelo governo atual, as medidas públicas são direcionadas somente ao desenvolvimento econômico do país, sem adotar políticas que priorizem a preservação da biodiversidade brasileira. Isso resultou em um aumento do desmatamento de biomas nacionais, como a Amazônia e o Pantanal, tornando o Brasil o país que mais desmatou suas florestas em 2019, de acordo com estudos da organização “Green Peace”.
Outrossim, é notório que a adoção do sistema de produção e consumo capitalista na sociedade causa um agravamento do problema. No filme infantil “Lorax, em busca da trúfula perdida”, um dos personagens principais se aproveita das árvores de uma floresta para a fabricação de seu produto, desmatando o local sem se preocupar com o impacto ambiental que causaria àquele ecossistema. Fora da ficção, fica claro que o capitalismo adota práticas similares as da personagem, tendo vista que ele preza a produção a todo custo e o consumismo excessivo, e para isso, se aproveita dos recursos naturais de forma indiscriminada. Isso contribui com a falta de consciência ambiental nas sociedades que adotam o sistema capitalista, tornando necessárias medidas controladoras para mitigar essa conjuntura.
Assim, faz-se necessária a intervenção do governo, uma das instâncias máximas de poder administrtivo do Estado, que deve agir de forma mais incisiva na falta de consciência ambiental no Brasil. Essa proposta deve ser cumprida por meio da aplicação correta das leis que preveem a preservação do ambiente em meio ao desenvolvimento interno, garantindo que haja o crescimento econômico sustentável no país. Ademais, é fundamental a fiscalização frequente de fábricas e de áreas destinadas a produção comercial, para que estas estejam seguindo os protocolos de preservação ambiental. Com isso, será possível aumentar o número de medidas ambientalistas na sociedade e, então, estabelecer o bem-estar social proposto pela teoria lockiana.