A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 07/09/2021
O pintor norueguês, Edvard Munch, em sua obra “O Grito”, ilustrou uma figura espantada diante de algo que lhe traz insegurança. Embora a obra conceba uma metáfora, percebe-se, na sociedade brasileira atual, que a reação do personagem pode ser aplicada à falta de consciência ambiental em questão no Brasil, uma vez que é assombroso que o país não reconheça a seriedade dessa prática. A partir desse contexto, fatores como a priorização de interesses financeiros e a ausência de políticas públicas favorecem a existência desse entrave.
Com efeito, o primeiro aspecto a se considerar sobre a priorização de interesses financeiros é que as grandes empresas possuem parte da responsabilidade dos prejuízos ecológicos do país. Sobre isso, Aristóteles afirmou que o objetivo principal da política é manter uma amizade entre os membros da cidade. Em outras palavras, o que o filósofo diz, é que o Estado e a sociedade devem estar sempre em harmonia. No entanto, em se tratando da perda da consciência sustentável, é possível perceber que a afirmação de Aristóteles não se fundamenta, já que o poder público privilegia o retorno financeiro em detrimento do equilíbrio socioambiental da nação. Destarte, esse fato provoca impactos à curto e longo prazo ao meio ambiente -como, por exemplo, a exploração dos recursos naturais, extinção de raras espécies, queimadas e desmatamento- e contraria as leis ambientais.
Além disso, é preciso admitir que o Estado não possui planos e metas para conscientizar a população acerca da importância da preservação ambiental. Sobre isso, Abrahan Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma incongruência sobre a escassez de práticas sustentáveis e a atuação do Estado brasileiro, uma vez que, ao contrário do que Linconl explanou, a política atual não serve o povo com ações, como campanhas para preservar a biodiversidade das regiões brasileiras, que poderiam minimizar o problema. Desse modo, de forma infeliz, fica evidente que o povo são meros escravos dos desmandos estatais.
Infere-se, portanto, que combater a ausência de conhecimento ecológico é um grande desafio no Brasil. Assim, a população, por meio de um projeto social online deve criar uma campanha de incentivo que trabalhe paralelamente com ações governamentais. Essa campanha deve ter repercussão governamental e representantes em todo o país, para que se possa cobrar do Estado maiores ações para a sociedade, com o fito de solucionar a questão da falta de conscientizaçação a respeito de causas ambientais. Espera-se, dessa forma, que a sociedade possa exercer seu protagonismo e trabalhar em parceria com o poder público.