A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 25/09/2021

A Revolução Técnico-científico-informacional teve início na segunda metade do século XX e inaugurou inúmeros avanços no setor de informática e telecomunicações.Por outro lado,a questão da consciência ambiental no Brasil econtra-se em regresso e distante de uma resolução.Com isso,situações como o lucro e a falta de investimentos governamentais corroboram com a perpetação do impasse.

É relevante apontar,de início,que o problema advém,em muito,de interesses econômicos.De acordo com o filósofo Karl Marx,“A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas”.Nessa perspectiva,pode-se observar que os interesses lucrativos dos indivíduos se sobressai em relação ao mundo ao seu redor.Dentro do cenário ambiental,é possivel traçar um paralelo com essa realidade,visto que muitos grileiros e posseiros,visando interesses lucrativos apropriam-se  de biomas e utilizam de queimadas para dematá-los e vendê-los.Dessa maneira,o meio ambiente fica diponível para ações que  prejudica-a.

Outrossim,a falta de comprometimento público em investir em meios coercitivos corrobora com a perpetuação do problema.Sob a ótica do sociólogo Émile Durkheim,a sociedade é como um corpo e a saúde dependerá da coesão social,problemas internos colocam em risco o bom funcionamento.Nesse sentido,é perceptível que problemas internos,como as faltas de leis específicas punitivas e de  uma área do governo destinado para fiscalizar e combater ameaças ecossistêmicas,colocam em xeque o bom funcionamento de um meio ambiente equilibrado.Dessa maneira,como a política estatal não se mostra empenhada em dar atenção para essa questão,abrem-se brechas para a manutenção da falta de consciência  ambiental além de colocar em risco a natureza.

Portanto,em vista das problemáticas discutidas,medidas são necessárias para reverter esse quadro.Para que isso ocorra, o governo pode criar leis punitivas e específicas voltadas para grileiros e posseiros a fim de evitar não só o dematamento como também a apropriação de terras públicas e particulares de forma irregular.O Estado pode,em parceiria com a Polícia Ambiental,criar um grupo fiscalizatório que investigue e combata ameaças ecossistêmicas,para que dessa forma,os biomas brasileiros possam ser preservados.