A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 20/09/2021

No ilustre filme “Wall-E”, da Pixar, toda a humanidade precisou sair do planeta Terra, depois de tê-lo tornado inabitável, destruindo sua fauna e flora em prol do avanço tecnológico com seu consequente acúmulo de lixo e esgotamento de recursos. Não distante da ficção, no contexto nacional, a ausência de consciência ambiental é altamente preocupante. Isso ocorre, sobretudo, devido à ganância humana, tal como, à falta de informações sobre o assunto. Desse modo, é visível que medidas precisam ser tomadas, a fim de amenizar as consequências do problema.

Vale destacar, a priori, que a ambição da humanidade ultrapassa quaisquer limites considerados “aceitáveis”, o que caracteriza a problemática. Sob esse viés, é válido salientar Mahatma Gandhi, que alega a existência de riqueza em excesso no mundo para suprir as necessidades do homem, mas não para a sua ambição. Em vista disso, a superação dos limites se deve, principalmente, à necessidade de desmatamento para algumas práticas econômicas, tais como a criação de gado, plantações e a instalação de usinas hidrelétricas, uma vez que necessitam de uma grande área para atuação. Além disso, essa avareza leva, também, à extinção de inúmeras espécies com a venda e caça ilegais, pelo fato de possuírem um alto valor comercial. Sendo assim, é indiscutível que a ganância enfraquece a consciência ambiental no país.

Ademais, cabe ressaltar que o alto grau de desinformação acerca do assunto gera um público ignorante e promove a degradação do meio ambiente. Sob essa ótica, o filósofo Francis Bacon defende que o conhecimento em si mesmo é um poder. A deterioração ambiental provém, nesse sentido, do descarte inadequado e desperdício dos recursos naturais, visto que orientações sobre esses assuntos não são priorizadas, o que propicia sua ocorrência. Paralelamente, a falta de informações pode ser associada à alta taxa de circulação de fake news, as quais, geralmente, defendem a inexistência de uma crise ambiental no Brasil ou propagam informações incorretas a respeito do descarte de variados itens e/ou do uso dos recursos. Assim, é evidente que ações precisam ser executadas.

Portanto, é imprescindível que mudanças ocorram para que a problemática possa ser mitigada. Logo, o Poder Executivo - responsável pela administração do Estado pelas normas vigentes - deve, por meio de uma fiscalização mais rígida, diminuir o número de ilegalidades praticadas no meio ambiente, com o intuito de controlar a ganância humana. Concomitantemente, cabe ao MEC, em parceria com a mídia, instruir os indivíduos, especialmente os jovens, a respeito da importância da manutenção ambiental, mediante a inserção de palestras em escolas; como também de programas e propagandas televisivas e de rádio, visando atenuar a desinformação e garantir o futuro das próximas gerações.